Seguro de saúde empresarial: tire todas as suas dúvidas

Saúde Empresarial
4/10/2017

Por: Milena

Manter um ambiente de trabalho e uma imagem institucional de qualidade é um dos grandes desafios para os administradores de empresas. Nesse contexto, a escolha de um seguro de saúde pode ser um mecanismo muito eficiente.

 

Apesar de ser um benefício conhecido, escolher um seguro saúde é mais complexo do que parece porque o gestor deve analisar uma série de fatores antes de bater o martelo sobre quem será o fornecedor do serviço.

 

Será que o plano realmente atende às necessidades da empresa e de seus colaboradores? O preço e o suporte fazem jus ao valor cobrado? Todas essas variáveis precisam ser colocadas na balança para que haja um maior e mais confiável controle dos contratos firmados.

 

Se você não sabe exatamente como fazer essa análise, então pode ficar tranquilo. Neste artigo, vamos esclarecer as principais dúvidas que cercam o tema para que você possa tomar uma decisão mais consciente, segura e acertada.

 

1. O que considerar ao contratar um seguro de saúde empresarial?

Vamos imaginar que você está conversando com alguém do mercado e descobre que ele contratou um seguro de saúde que encaixou perfeitamente na empresa dele. Será que o mesmo modelo funcionaria bem no seu negócio?

 

Da mesma maneira que as empresas têm nichos e estruturas diferentes, os planos de saúde empresariais devem ser singulares para cada negócio. Entretanto, existem alguns itens que podem servir de guia para você escolher o seguro de saúde ideal.

 

Pensando nisso, organizamos uma lista com os principais elementos que você precisa analisar internamente para contratar um plano de saúde. Confira abaixo.

 

1.1. O perfil dos colaboradores e suas necessidades

Assim como compramos uma roupa que nos caiba, é essencial que o seguro de saúde sirva perfeitamente para quem vai usufruí-lo. Sendo assim, nada mais coerente do que conhecer os beneficiários a fundo, não é mesmo?

 

Para tanto, você deve fazer um levantamento o mais abrangente possível sobre o perfil dos funcionários. Informações como a idade, o sexo, o local de moradia, quem são seus dependentes,  plano que ele tenha contratado, tipo de vínculo trabalhista, entre outros dados específicos, são básicos para contratar um seguro de saúde com mais clareza.

 

É importante que essa pesquisa considere todos os profissionais, de todos os departamentos e funções. Essa amplitude e detalhamento ajudará você a escolher o modelo que, de fato, seja perfeito para o que seus colaboradores precisam.

 

1.2. A abrangência dos planos

A consultoria da Regina (personagem fictícia) trabalha com colaboradores internos e externos, sendo estes os responsáveis por visitar os clientes Brasil afora. Ao escolher um plano de saúde empresarial, ela decide por um que não tem abrangência nacional. Você acha que ela fez uma boa escolha?

 

Vejamos: o fato de a empresa colocar alguns de seus funcionários para viajar abre um precedente para o tipo de cobertura. E se um deles precisar de um atendimento de urgência seja por conta de um mal momentâneo ou por um acidente de trânsito?

 

Em ambos os casos, o colaborador teria de recorrer ao serviço público. Outra saída provável seria passar no atendimento privado e depois cobrar o reembolso da empresa.

 

Essas soluções foram necessárias para garantir a segurança do colaborador mas não são ideais, certo? Agora, imagine se essa situação chegasse aos ouvidos de um cliente?

 

Portanto, para garantir um seguro de saúde justo, é indispensável avaliar a abrangência necessária ao seu time.

 

1.3. A possibilidade de coparticipação

Se você quiser otimizar a parte financeira dos seguros empresariais, uma alternativa é contratar o plano com coparticipação. Nele, conforme o nome indica,  o colaborador assume uma pequena parte dos custos dos exames simples e consultas que realiza como forma de moderação e responsabilidade no seu uso.

 

Além de reduzir o custo do plano, essa medida ajuda a aumentar a conscientização e ele terá mais cuidado na hora de utilizar o seguro de saúde sem necessidade. As estatísticas mostram que 50% dos exames realizados no Brasil podem ser desnecessários já que seus resultados nunca foram retirados.

 

1.4. A necessidade de cumprir carência

Os contratos coletivos empresariais com menos de 30 pessoas deverão cumprir um período de carência de acordo com os limites estabelecidos pela ANS. Caso o número de beneficiados seja maior, o cumprimento da carência não é permitido.

 

O prazo máximo permitido pela legislação é de 24 meses para cobertura de lesões ou doenças preexistentes (aquelas que a pessoa já tinha antes da adesão); 300 dias para realização de partos; 24 horas para atendimentos de emergência e 180 dias para as demais situações.

 

Avaliar um plano médico anterior existente é uma forma de buscar a redução dessas carências, antecipando a utilização plena do contrato escolhido.

 

1.5. O reajuste do contrato

“Mas não é a ANS que regula o reajuste?” — essa pergunta deve ter passado pela sua cabeça ao ler este tópico. Na verdade, a Agência Nacional de Saúde Suplementar só interfere na atualização dos valores dos planos individuais. Para os planos empresariais, a questão muda de figura.

 

A atualização dos seguros empresariais ocorre anualmente e tem como base: o cálculo da inflação dos recursos médicos, a incorporação de novas tecnologias, coberturas obrigatórias e os índices de sinistralidade. Tudo isso impacta no grau de utilização do plano.

 

Abordaremos mais adiante sobre o que é sinistro e seu papel no seguro de saúde empresarial. Por ora, podemos adiantar que quando a média de sinistralidade definida inicialmente é ultrapassada após 12 meses, o valor reajustado considerará essa diferença.

 

1.4. A conscientização do uso do plano

Um seguro saúde empresarial deve ser utilizado com muito discernimento . Não é porque o acesso a todos os serviços é amplo  que devemos usar sem necessidade, não é verdade? Sendo assim, é essencial promover essa responsabilidade no uso do seguro de saúde entre os colaboradores.

 

Uma ideia que você pode adotar é a da saúde preventiva. Campanhas informativas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), alimentação saudável, os perigos do consumo do cigarro e do sedentarismo são alguns dos tópicos que sua empresa pode abordar.

 

Além de valorizar o bem-estar da equipe, você poderá incentivar que os colaboradores usem o plano com responsabilidade e contribuam para que o benefício seja sustentável  e, consequentemente, o valor do contrato seja justo.

 

1.5. Livre escolha de médicos ou Rede Credenciada?

No caso do seguro de saúde, se o beneficiário recorrer a um serviço fora da rede credenciada pela seguradora, o acerto será realizado em forma de reembolso. Ou seja: o segurado pagará pelas despesas no ato médico e, posteriormente, enviará o comprovante para a empresa, que fará a devolução conforme a regra definida no contrato considerando os limites do plano contratado.

 

Este é um fator determinante na precificação do plano então convém avaliar atentamente a necessidade ou não de prever essa livre escolha de médicos e os limites de reembolso realmente necessários.

 

Da mesma forma, quanto mais adequada for a rede credenciada escolhida para cada grupo de colaboradores, menor será a necessidade de utilização de médicos particulares e menor será o custo do plano de saúde para a empresa.

 

2. Você sabe a importância dos termos da sua apólice ?

A maioria dos setores da economia tem um dicionário próprio que pode confundir aqueles que não estão familiarizados com o assunto. Um bom exemplo disso é o “juridiquês”, que reúne os jargões mais utilizados pelos profissionais do direito.

 

O mesmo acontece na área do seguro. Pode ter certeza: uma pessoa que está apenas querendo mais informações sobre o tema, seja por interesse profissional ou por querer contratar o serviço, sempre se depara com esse empecilho.

 

Mas não se preocupe. Neste tópico, vamos explicar o significado e as características da apólice, contrato do plano de saúde.

 

Quando fechamos um pedido com um cliente precisamos deixar todos os direitos e deveres de ambas as partes bem exemplificadas, certo? Pois é exatamente essa a função da apólice do seguro de saúde: documentar a aquisição feita pelo segurado. No caso dos contratos de Seguro ou Plano de Saúde quase todas as obrigações estão definidas em normas legais.

 

Nesse documento, estão detalhadas todas as condições do seguro, ou seja, o tipo de cobertura adquirida, os benefícios e as assistências disponíveis, entre outras cláusulas. Esse contrato sempre estará previamente aprovado pelos Orgãos federais que regulam o setor.

 

Todas os eventos médicos sem a cobertura contratual também estarão definidos nesse contrato, possibilidades de rescisão contratual e as regras que irão determinar os reajustes anuais de preço.

 

Outra função da apólice é servir de garantia tanto para quem contrata, quanto para quem é contratado. Dessa maneira, caso haja algum problema no decorrer do acordo, haverá um único documento para consultar e se basear.

 

3. O que é o sinistro em seguro de saúde empresarial?

O sinistro é o montante anual de serviços médicos que você e seus beneficiários consumiram durante o período contratado.

 

A seguradora fará uma relação entre esse montante que ela pagará e o quanto ela receberá a título de mensalidade. Dividindo esses valores, chega-se ao índice de sinistralidade.

 

Quando um funcionário faz uma consulta de rotina, por exemplo, para a seguradora é considerado como um sinistro. E isso inclui também todos os outros procedimentos, como atendimentos de urgência e cirurgias.

 

Por esse motivo, é de extrema relevância que haja um uso consciente do seguro. Se os colaboradores usarem o benefício sem critério, a sinistralidade pode aumentar e, por conseguinte, o valor do contrato.

 

Nos planos de saúde para empresas com menos de 30 pessoas, existe uma regra especial bem vantajosa: a sinistralidade que valerá para o reajuste anual será apurada no grupo de empresas do mesmo porte, e não individualmente, como forma de reduzir o impacto.

 

“Mas como os corretores fazem o controle do sinistro de um plano empresarial?”. Bom, para isso, eles contam com os relatórios de sinistralidade.

 

Nesses documentos, são descritas as causas de sinistro (se foi uma internação ou um exame) e incluem, para fins avaliatórios, as contas médicas apresentadas, as auditorias (realizadas por profissionais das seguradoras), perícias (quando há alguma incerteza quanto ao que foi informado pelos hospitais, clínicas e médicos da rede segurada) e relatórios complementares.

 

Com esses dados, o corretor de saúde consegue identificar se houve uma utilização acima da média estabelecida e, assim, negociar um reajuste que seja conveniente adequado.

 

4. Quais são as principais coberturas de um seguro de saúde?

Diante do atual panorama econômico brasileiro, os empresários têm investido em benefícios para conquistar e manter talentos nas suas equipes. Uma das saídas encontradas, de acordo com uma pesquisa da Sociedade de Gestão de Recursos Humanos, é o oferecimento de um seguro de saúde diferenciado.

 

Ainda segundo o levantamento, 33% dos profissionais de recursos humanos entrevistados afirmaram que apostaram no bem-estar para fisgar o colaborador. E a tática deu certo.

 

No entanto, uma dúvida paira na cabeça dos gestores: qual é o melhor plano empresarial? Além da questão da adequação ao perfil do negócio, conforme já citamos aqui, é essencial avaliar os tipos de cobertura oferecidos pela futura seguradora.

 

Abaixo, elencamos quais são as principais que você encontrará no mercado.

 

4.1. Odontológico

Trata-se do plano que cobre os tratamentos dentários. Nesse tipo de seguro, podem ser incluídas as especialidades de periodontia, estética e de endodontia. Também costumam ser abrangidas as radiografias, exames clínicos e atendimentos de emergência.

 

Alguns planos de saúde podem oferecer, ainda, a cobertura de cirurgias bucomaxilofaciais, entre outras de menor tamanho. O plano também oferece os materiais e medicamentos necessários durante o procedimento cirúrgico e internação.

 

4.2. Hospitalar

Esse é o plano voltado única e exclusivamente para as internações hospitalares. Nele, os beneficiários podem realizar exames complementares, radioterapia, transfusões, transplantes (de medula óssea, córnea ou rim), fazer tratamentos psiquiátricos e o que mais precisarem enquanto estiverem internados, nas dependências do hospital.

 

Vale lembrar que a cobertura também abrange os custos da equipe médica, medicação, alimentação, utilização da sala cirúrgica e remoção para outra unidade caso seja preciso. Nesse plano, também é possível contar com uma assistência médico-hospitalar para acidentes de trabalho, dependendo da empresa escolhida.

 

Uma especialidade que é incluída no plano hospitalar é a obstetrícia. Estão integrados nesse plano desde os exames pré-natal, passando por complicações na gestação, até o suporte no parto e com o recém-nascido, seja a criança adotiva ou legítima. Essa assistência é concedida no decorrer de um mês a contar da adoção ou nascimento.

 

O bebê não precisa cumprir um prazo de carência para utilizar o seguro de saúde da mãe. Ele passa a ser considerado dependente do plano assim que nasce e pode usufruir dos benefícios nos seus primeiros 30 dias de vida. Depois desse prazo, os pais devem fazer os procedimentos normais de inclusão de dependente.

 

Por outro lado, na cobertura hospitalar não são permitidas a realização de exames, consultas médicas e terapias, antes ou depois da internação.

 

4.3. Ambulatorial

Fazem parte dessa cobertura a realização de exames de imagem e de laboratório (tais como o ultrassom e a radiografia, para citar os mais corriqueiros), as consultas médicas e as pequenas intervenções cirúrgicas feitas em ambulatório.

 

Outros tratamentos que estão no escopo dessa cobertura são a hemoterapia ambulatorial, a hemodiálise e a quimioterapia. Entretanto, é importante destacar que nesse tipo de cobertura o beneficiário só pode ficar internado durante 12 horas.

 

Sendo assim, não há a possibilidade de utilizá-lo para procedimentos que exijam um acompanhamento mais detalhado no pós-operatório. A cobertura ambulatorial também não cobre as internações.

 

4.4. Referência

Esse é o tipo de plano mais completo que você encontrará no mercado. Isso significa que, se o colaborador precisar de serviços hospitalares, ambulatoriais, de obstetrícia ou apenas fazer uma consulta de rotina, estará coberto por ele.

 

A única cobertura que pode ou não aparecer no rol do plano de referência é a odontológica. Só que essa cobertura tem um preço mas ele costuma ser bem mais interessante quando contratado de forma conjugada.

 

É interessante que haja um estudo interno das necessidades dos colaboradores para a escolha do plano mais indicado.

 

5. Como escolher a corretora de seguros ideal?

Chegamos à última e derradeira etapa para escolher o seguro de saúde perfeito para a sua empresa: a definição de quem será o fornecedor. E essa é uma fase tão complexa quanto às demais.

 

Vamos utilizar alguns números só para ilustrar. Segundo a Confederação Nacional das Empresas Seguradoras (CNSeg), existem atualmente no Brasil centenas de seguradoras e operadoras de saúde além de milhares de corretores. No meio de tanta concorrência, é difícil decidir qual empresa é a melhor, não é mesmo?

 

Foi por esse motivo que separamos alguns aspectos que você deve levar em consideração no momento de selecionar uma corretora de seguros. Veja a seguir.

 

5.1. Verifique a reputação da corretora na internet

Hoje em dia, é possível ter uma ideia do profissionalismo de uma empresa antes mesmo de fazer a primeira ligação. E o caminho é mergulhar na web.

 

Sites como o “Reclame Aqui” são uma ótima fonte de consulta. Neles, você pode averiguar como a empresa se posiciona em momentos de conflito. Afinal de contas, é normal acontecerem problemas entre fornecedores e clientes, porém, o que diferenciará uma da outra é o suporte oferecido.

 

A empresa respondeu com agilidade? Ofereceu alternativas para a resolução do impasse? É importante saber que você poderá contar com esse auxílio, sobretudo por conta da responsabilidade de lidar com a saúde dos colaboradores.

 

5.2. Analise a cobertura oferecida

Quando o assunto é saúde, a qualidade é infinitamente mais importante do que o valor. É óbvio que você pode se guiar pelo custo, mas a decisão final deve ser baseada pela conformidade, isto é, pelo quanto aquele plano atende ao que você precisa.

 

Explicamos anteriormente que alguns tipos de cobertura, por serem mais abrangentes, tem um preço mais elevado. Contudo, isso não quer dizer que os mais baratos são menos eficientes.

 

5.3. Certifique a credibilidade da empresa

Um contrato de seguro costuma levar anos para ser cumprido. Você não vai querer ficar esse tempo todo dependente de uma corretora pouco confiável, não é mesmo? Logo, é imprescindível que você garanta a credibilidade desse fornecedor.

 

Como? Você pode consultar a página da corretora na web e verificar o know-how deles nesse setor, checar o cadastro dela na ANS, consultar os órgãos de defesa do consumidor para observar se há reclamações pendentes, falar com pessoas próximas que tenham fechado com a empresa, entre outras medidas.

 

5.4. Confira se você terá um bom suporte

Você já tem mil e uma coisas para resolver todos os dias. É reunião com a equipe, com futuros e atuais clientes, outros fornecedores para cotar e cobrar, certamente você não quer mais um demandando um tempo que você não tem, certo? Por isso, avaliar a eficiência do suporte é essencial para contratar uma corretora de confiança.

 

Esse tipo de análise é mais fácil de fazer durante um atendimento. Perceba como você é tratado pelos atendentes, se o corretor te pede informações que você já passou, se ele domina ou não o assunto… Enfim, fique atento a esses detalhes.

 

Até porque se na cotação um profissional demonstra incerteza e despreparo, imagina o que pode acontecer durante a vigência do contrato?

 

O oferecimento de um plano de saúde pode até parecer um sonho distante para alguns empresários. Entretanto, pudemos ver, neste artigo, que com dedicação e profundo conhecimento das necessidades dos colaboradores é possível encontrar um seguro de saúde exemplar.

 

E esse benefício é importantíssimo para as empresas que estão em fase de crescimento. Com ele, você reforça para a equipe o quanto os profissionais são relevantes para o negócio e o quanto você os valoriza.

 

Isso faz toda a diferença na motivação e na produtividade dos funcionários. Afinal, por trás de toda grande empresa existem profissionais empenhados, talentosos e satisfeitos.

 

Além disso, sua empresa será muito bem-vista pelos clientes quando souberem o quanto você investe no seu capital humano. Por que perder essa chance de conquistar a clientela?

 

Portanto, agora que você sabe tim-tim por tim-tim o que é franquia, apólice, sinistro e entende tudo sobre os tipos de cobertura de um seguro de saúde e como contratar uma corretora de seguros, que tal conhecer melhor tudo o que a Pulso pode te oferecer?

 

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