Como contratar seguro para auto modificado?

Automóvel
11/07/2018

Por: Milena

Até pouco tempo atrás, carros modificados, interna ou externamente, simplesmente não eram aceitos pelas seguradoras. Existia o receio de conterem acessórios considerados atrativos para furtos, alterações que colocavam em risco a dirigibilidade, além da possibilidade de serem usados em corridas, entre outros problemas. Porém, assim como o seguro para veículos antigos passou a ser feito, o seguro auto também já é uma possibilidade para veículos tunados.

Se você tem interesse em saber como conseguir um seguro para auto modificado, siga as dicas elencadas neste post!

Como fazer um seguro auto para carro modificado?

Deve-se conversar com diferentes seguradoras, sendo 100% honesto no que diz respeito às alterações e ao uso real do automóvel. Confira 6 dicas:

1. Informe todas as modificações à seguradora

Mesmo porque, para fazer a melhor apólice, a seguradora vistoria o veículo, avaliando os riscos pelos quais pode ser submetido, bem como estimando o custo dos acessórios e o valor das avarias em caso de sinistros (roubo, acidente e incêndio).

Se, futuramente, houver modificações, é preciso informar imediatamente à companhia. Do contrário, ela pode se negar a pagar a indenização na ocorrência de um sinistro, alegando a existência de itens não descritos na apólice.

Além disso, alterações no perfil do contratante, como mudanças de endereço ou de estado civil, também devem ser informadas à seguradora, bem como a troca do veículo em si.

2. Respeite as normas de alteração veicular

Segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), quaisquer alterações só podem ser feitas após autorização dos órgão de trânsito, a fim de que o próprio dono, bem como demais motoristas, ciclistas e pedestres, não sejam colocados em risco.

Entre as modificações mais comuns, as quais exigem mudanças no documento do veículo, com a emissão de um novo Certificado de Registro de Veículo (CRV), destacam-se:

  • pintura ou envelopamento superior a 50% da lataria;
  • blindagem;
  • suspensão rebaixada, respeitando a altura mínima exigida;
  • combustível (troca por etanol, gasolina, diesel ou gás GNV).

Por outro lado, ainda que alguns itens sejam muito vistos pelas ruas, são irregulares e, portanto, não devem ser usados. Faróis de xénon, neons e luzes estroboscópicas, entre outros, são os exemplos mais comuns.

Já os aparelhos de som que ocupam todo o porta-malas não são irregulares, mas o barulho excessivo sim. Nesse caso, vale o bom senso.

A norma nº 624, do Contran, determina a autuação do motorista cujo som automotivo estiver perturbando o sossego nas vias públicas, com multa grave acrescida de cinco pontos na CNH.

3. Contenha com os excessos

Personalizar o automóvel por meio de pequenas mudanças não costuma ser um problema. Mas antes de se decidir por mais uma alteração, lembre-se de que quanto mais modificações o carro tiver, mais difícil será sua aceitação em uma seguradora.

Modelos à la Velozes e Furiosos, com motores turbinados, aerofólios e companhia, feitos sob medida para um estilo de direção, digamos, esportiva, tendem a ser rejeitados pelas seguradoras.

Além disso, a instalação de acessórios caros e muito visados, como rodas especiais, tem relação direta com maiores taxas de roubos, sendo vista como impeditivo para boa parte das companhias de seguros.

4. Não minta na hora da contratação

Qualquer mentira, omissão ou divergência de dados ou documentos é motivo para as seguradoras não pagarem a indenização em caso de sinistro. Por isso, mantenha-se fiel às informações.

Ainda que diversas modificações sejam regulares, elas podem ser tidas como motivos de recusa para algumas seguradoras, as quais não toleram nenhuma troca na originalidade.

Nesse caso, não insista e, muito menos, minta ou omita. Apenas procure por outra seguradora.

5. Faça cotações com várias seguradoras

Cotar com diferentes empresas é importante para ter certeza de que o valor cobrado pelo seguro auto condiz com a média do mercado.

Para facilitar, procure uma corretora com uma vasta carteira de seguradoras e conte com a assessoria de um corretor — profissional qualificado para esclarecer dúvidas quanto ao cálculo do seguro, franquia e cláusulas pertinentes à prescrição.

O corretor deve entender suas necessidades, conhecer seu perfil e os riscos envolvidos. Só assim poderá indicar o plano ideal. Por isso, quanto mais perguntas o profissional lhe fizer, melhor.

6. Invista em soluções de segurança

Vale a pena instalar equipamentos que aumentem a segurança do veículo, como bloqueadores de combustível, rastreadores e alarmes, os quais podem, inclusive, impactar na redução do valor do seguro.

A blindagem, por outro lado, não é aceita por todas as seguradoras, devido ao fato de a mão de obra especializada ser escassa e cara no país.

O que pode encarecer um seguro para auto modificado?

As seguradoras partem do princípio de que as trocas de itens de série podem aumentar o risco de acidentes, gerando danos ao carro, ao motorista e, ainda, a terceiros.

Porém, fora o risco de acidentes, elas consideram que um simples reparo das peças pode ter um custo mais alto do que em um automóvel padrão, o que dificulta estimar quanto sairia um conserto.

Outro fator que tem influência sobre o custo do seguro é o histórico do motorista. Desrespeitar as leis de trânsito, tomar multas graves ou gravíssimas e, pior ainda, se envolver em acidentes, jogam contra os adeptos do tuning.

Somados, todos esses fatores podem superestimar o valor de um seguro, tornando-o, por vezes, inviável.

Por fim, ainda existem os fatores que encarecem, naturalmente, os seguros para veículos, independentemente de serem 100% originais ou modificados, como:

  • condutores com idade inferior a 26 anos;
  • motoristas do sexo masculino, principalmente, solteiros;
  • residentes em uma região com alto índice de roubos;
  • o próprio modelo do carro.

Por que é importante se informar sobre as condições de cobertura?

Conhecer as condições de cobertura antes da contratação de um seguro é essencial para se prevenir e não ter surpresas em caso de sinistros.

Por exemplo: no caso de um carro segurado, detentor de um determinado valor em equipamentos (devidamente declarados na apólice), ser roubado, a seguradora paga o valor do carro mais o equivalente em equipamentos.

Por outro lado, se o mesmo veículo for recuperado, ainda que sem os equipamentos, a seguradora não cobre, necessariamente, o prejuízo. É o que acontece com muitos carros com jogos de rodas especiais.

Outra situação: dependendo de onde você mora ou trabalha, pode valer a pena estender a cobertura para situações de alagamento ou outras coberturas adicionais. Por isso é tão importante fazer uma apólice bem-feita.

Além disso, há situações descritas no contrato em que, certamente, o proprietário perde o direito à indenização. São elas:

  • inadimplência ou atraso nos pagamentos;
  • embriaguez ao volante, em caso de acidente;
  • ocorrência de atos de vandalismo;
  • utilização do veículo por pessoas não habilitadas;
  • situações de risco propositais, como deixar a chave no contato;
  • além de quaisquer modificações não comunicadas à seguradora.

Após todo o investimento feito no veículo, nada mais correto do que querer protegê-lo. A boa notícia é que, com o aumento da demanda por parte dos donos de automóveis tunados, as melhores seguradoras estão se especializando na mão de obra necessária e incluindo esse tipo de cobertura em seu portfólio de serviços.

Agora que você já sabe que é possível contratar um seguro para auto modificado, conheça também as vantagens das principais assistências para seguros de carros!

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