A importância da Gestão de Risco e Segurança em Saúde nas empresas

Negócios
30/05/2018

Por: Milena

Além de ser uma exigência legal, quem dirige um negócio está cada vez mais consciente da necessidade de cuidar dos funcionários. Afinal, a Gestão de Risco e Segurança em Saúde é importante não só para o bem-estar dos colaboradores, mas também para o crescimento da empresa.

Por outro lado, se negligenciados, os perigos operacionais elevam o risco de acidentes de trabalho — o que pode gerar prejuízos de diversas ordens.

Para evitar a ocorrência de problemas, acompanhe este artigo, veja como mapear riscos e aprenda a tomar as devidas medidas protetivas.

O que é Gestão de Risco e Segurança em Saúde?

A área da Medicina e Segurança do Trabalho tem como missão eliminar ou reduzir ao máximo o número de acidentes laborais, de faltas e de afastamentos, bem como de doenças ocupacionais.

Isso é feito por meio de um conjunto de Normas Regulamentadoras, as quais indicam diferentes medidas e procedimentos estratégicos de atuação.

Os conceitos de Gestão de Risco e Segurança em Saúde (os quais focam nos riscos operacionais com potencial para afetar a segurança e a saúde dos colaboradores) fazem parte de tais estratégias.

Graças a práticas baseadas em normas internacionais, como a Occupational Health and Safety Assessment Services (OHSAS 18001), promovidas nas empresas por equipes capacitadas, uma série de melhorias é, rapidamente, percebida.

Conheça algumas das principais vantagens para o negócio e seus colaboradores advindas de uma boa Gestão de Risco e Segurança em Saúde:

Melhora do clima organizacional

Em um ambiente de trabalho seguro, os funcionários se sentem mais confiantes e satisfeitos, encarando suas obrigações de maneira menos estressante.

Isso gera um clima organizacional motivante, refletindo no aumento da produtividade, das colaborações entre departamentos e até na percepção que parceiros e clientes têm da empresa.

Melhores produtos e serviços

Os colaboradores, orgulhosos por pertencerem a uma empresa que valoriza seu capital humano, “devolvem” a atenção recebida sob a forma de um trabalho mais zeloso.

Ao mesmo tempo, o fato de não terem de se preocupar com sua própria segurança, por conta dos riscos intrínsecos às atividades que exercem, reflete em um melhor desempenho.

Dessa forma, a produtividade aumenta e a avaliação do público final (consumidores), sobre a qualidade dos produtos e serviços, melhora.

Credibilidade perante a comunidade

Uma das estratégias empregadas na Gestão de Risco e Segurança em Saúde implica uso de processos e tecnologias que gerem menos poluentes e resíduos, protegendo os funcionários e o meio ambiente.

A responsabilidade social impacta, positivamente, na imagem corporativa perante a comunidade na qual se insere.

Menos acidentes e gastos

Ao serem colocados em primeiro lugar pela empresa na qual atuam, a saúde e a qualidade de vida dos funcionários melhoram.

Isso deriva de ações preventivas, as quais visam evitar lesões, doenças e acidentes, garantindo a saúde física e psicológica dos colaboradores.

A consequência prática é a diminuição dos gastos com tratamentos médicos, dos índices de absenteísmo e das ações trabalhistas.

Desenvolvimento sustentável

As boas práticas de segurança e saúde ocupacional, por meio de investimentos que refletem a curto, médio e longo prazos, garantem os pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável da empresa. Afinal, funcionários seguros, saudáveis e satisfeitos produzem mais e melhor.

 

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O que acontece quando os riscos operacionais são negligenciados?

Quando a segurança e a saúde dos colaboradores são negligenciadas, a empresa paga um preço alto. De custos diretos a indenizações, multas e prejuízos com ações trabalhistas, tudo leva à queda na qualidade e produtividade.

Para exemplificar, os custos diretos dizem respeito aos gastos com medicamentos, internações hospitalares e, dependendo da gravidade, cirurgias e tratamentos médicos.

Vale lembrar que cabe à empresa arcar com os primeiros 15 dias de afastamento do funcionário. Por isso se diz que destinar recursos para a Gestão de Risco e Segurança em Saúde não é um custo, mas, sim, um investimento.

Já na ocorrência de sequelas (reduções laborativas) temporárias, decorrentes de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais, a empresa tem de arcar com o auxílio-acidente e os gastos com transporte pelo tempo que durar o tratamento.

Em atividades definidas pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social como de alto risco ocupacional, o empregador arca com adicionais de insalubridade (que remunera a probabilidade de o colaborador vir a ter uma doença ocupacional) e de periculosidade (remunera a probabilidade de sofrer um acidente).

Mesmo assim, no caso de o colaborador adoecer ou se acidentar, ele pode entrar com uma ação indenizatória e uma ação reparatória por dano moral na Justiça do Trabalho.

Como a empresa pode prevenir a ocorrência de problemas?

A equipe de Medicina e Segurança do Trabalho deve indicar as medidas preventivas adequadas para cada empresa, objetivando o maior engajamento possível dos colaboradores.

Para funcionar, as ações têm de ser feitas em parceria por profissionais da área da saúde e de gestão de pessoas. Conheça algumas medidas reconhecidamente úteis:

Mapeamento de perigos e avaliação de riscos

De tempos em tempos, deve-se observar e listar todas as operações realizadas na empresa, sendo elas de rotina ou atípicas (procedimentos emergenciais).

Em seguida, é preciso mapear quais são as fontes de perigos (causadoras dos problemas) e avaliar os riscos (probabilidade da ocorrência e da gravidade de suas consequências).

Existem fatores de riscos de cunho ambiental (provocados por agentes químicos, físicos e/ou biológicos) e de risco operacional (mecânicos e/ou ergonômicos).

Os gestores precisam identificar e listar os tipos de acidentes ocorridos em seus departamentos, os motivos de afastamento mais comuns, as causas de processos trabalhistas etc. A partir dessas informações, devem pensar maneiras de resolver as causas dos problemas.

Pesquisa de clima organizacional

Permite conhecer os desafios e as aflições enfrentados pelos colaboradores no dia a dia, os quais interferem no seu bem-estar e, consequentemente, na qualidade e produtividade do trabalho prestado.

Com a pesquisa, é possível vislumbrar onde devem ser feitas mudanças para o aumento da segurança e da saúde ocupacional.

Campanhas de incentivos

Para conscientizar os colaboradores da importância de aderir às boas práticas e manter hábitos seguros e saudáveis no dia a dia, vale a pena apostar em diferentes ações de engajamento.

Podem ser explorados de temas gerais — como reeducação alimentar, incentivo à prática regular de atividades físicas, entre outros — a assuntos diretamente ligados ao universo da empresa.

Concessão de benefícios

Os benefícios servem para estimular a prática de hábitos melhores e devem ser pensados de acordo com as campanhas de incentivo adotadas.

Por exemplo: descontos em redes de restaurantes saudáveis, em academias de ginástica, em redes de hotéis para viagens de férias, entre outros.

Atenção aos procedimentos básicos

Um exame admissional bem-feito seleciona colaboradores de acordo com o perfil desejado pela empresa, pois atesta as capacidades físicas e psicológicas para exercerem funções para as quais estão sendo contratados.

Por fim, mas não menos importante, a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) deve ser fiscalizada, se possível, por meio da elaboração de relatórios com declarações de uso assinadas pelos funcionários.

Investimento em planos de saúde

Oferecer um bom plano de saúde empresarial, bem como um plano odontológico, mais do que custear boa parte das internações e tratamentos dos funcionários, faz com que cuidem da saúde de maneira preventiva.

É possível, inclusive, estender os benefícios aos dependentes — diminuindo as faltas para cuidar de filhos adoentados, por exemplo.

O bacana é que, em muitos casos, se o trabalhador for demitido, ele ainda consegue manter as vigências das assistências por um determinado período.

Amparos em viagens a trabalho

Deve-se amparar os funcionários em viagens corporativas, quando estão em trânsito incumbidos de representar a empresa.

Além de oferecer diárias suficientes, zelando pelo conforto e segurança, é importante fazer um seguro viagem.

Assim, para a empresa, vale muito mais a pena investir em ações de prevenção e conscientização do que arcar com os custos — diretos e derivados — de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, entre outros.

Por isso a Gestão de Risco e Segurança em Saúde é tão importante. Ao tomar as medidas de segurança cabíveis, pode-se resguardar o bem-estar dos colaboradores, evitando inúmeros problemas. Além disso, ninguém duvida que profissionais contentes com suas condições de trabalho levam a melhores resultados.

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