Plano odontológico sem carência: entenda como ele funciona

Estilo de Vida
2/08/2018

Por: Milena

Quem já precisou de algum tratamento dentário sabe o quanto esse tipo de serviço pode custar caro. Ao mesmo tempo, ter um sorriso saudável é muito mais do que uma preocupação estética. Segundo o Ministério da Saúde, a saúde bucal tem relação direta com a saúde geral.

Isso porque, além de ser fundamental para a comunicação, alimentação e respiração, a cavidade oral serve de entrada para microrganismos nocivos, que podem desencadear ou agravar doenças, como problemas cardiovasculares e diabetes. Por isso, cada vez mais pessoas não estão abrindo mão da conveniência de ter um plano odontológico sem carência.

Neste artigo, entenda para que serve o seguro dedicado aos cuidados odontológicos e o que diferencia os planos dentais sem carência dos convencionais.

O que significa o período de carência em um plano de saúde?

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação dos planos de saúde no Brasil, carência é o período de espera, previsto no contrato assinado com a operadora responsável, para poder realizar alguma consulta ou procedimento.

Na prática, a carência separa o início do plano — mesmo que suas mensalidades já estejam sendo pagas — do início da validação de suas garantias e coberturas.

Como esse intervalo varia não apenas de seguradora para seguradora, mas também dentro de um mesmo plano, é comum existirem diferentes carências para diferentes tipos de coberturas.

Por isso, o período de carência ou sua inexistência é um importante fator a ser levado em consideração na hora de escolher um plano de saúde ou odontológico.

O que diferencia um plano sem carência de um convencional?

Há alguns anos, quando a cultura de prevenção era menos difundida, a imposição da carência era uma regra — uma vez que as seguradoras sabiam que boa parte das pessoas só contrataria um seguro se tivesse certeza da existência de alguma enfermidade.

Atualmente, a maioria da população conhece a importância da prevenção e da prática de hábitos saudáveis. Isso levou as seguradoras a oferecerem opções de planos sem carência.

Em um seguro convencional, ou seja, com carência, o segurado precisa aguardar um determinado período até ter direito a usufruir dos serviços contratados. Esses planos tem pagamento mensal e em média, é preciso esperar:

  • 1 dia para realizar procedimentos de urgência ou emergência;
  • 3 meses para consultas e demais tratamentos como serviços de periodontia (tratamento de inflamações e infecções na gengiva) e endodontia (tratamento de canal);
  • 6 meses para próteses e colocação de coroas.

Já em um convênio sem carência, com pagamento único anual, a utilização desses serviços é liberada de imediato — o que agiliza o acesso a consultas e tratamentos.

Como funciona um plano odontológico sem carência?

Um plano odontológico sem carência pode ser usado logo após ser contratado, garantindo aos beneficiários o direito de fazer visitas regulares ao dentista e tratamentos complexos, se estiverem previstos no plano escolhido, desde a contratação.

Ao mesmo tempo, a modalidade oferece respaldo em casos urgentes, pois também cobre atendimentos de emergência — os quais, convenhamos, tendem a ocorrer nos momentos mais inoportunos.

Além disso, diferentemente dos planos de saúde, a maioria dos seguros odontológicos mantém o valor estável por anos, já que os reajustes seguem apenas a inflação, e são aplicados uma vez por ano. Também existem os chamados planos conjugados, que combinam o plano de saúde e o odontológico em um mesmo produto.

Trata-se de um modelo de seguro bastante procurado por empresários que sabem como a qualidade de vida de seus colaboradores influencia na produtividade.

Quais são as limitações dos planos odontológicos?

A principal limitação da maioria dos planos odontológicos é não incluir a cobertura de gastos com tratamentos estéticos — bastante procurados na atualidade — como implantes dentários e clareamentos. 

Porém, algumas seguradoras oferecem a opção de contratar esses serviços em planos especiais, por um custo adicional. Um bom corretor de seguros pode orientar o cliente nesse sentido. Tratamentos ortodônticos e próteses são sempre oferecidos em planos específicos, de acordo com a necessidade de cada um, havendo até planos infantis, criados para as necessidades das crianças!

Além disso, os planos odontológicos não costumam oferecer reembolsos a clientes que optam por consultar algum profissional não pertencente à sua lista de credenciados, sendo assim vale a pena buscar um plano que tenha uma ampla rede de dentistas e especialistas, para sua escolha.

Por fim, há apólices com direito a coberturas nacionais e, outras, com coberturas apenas regionais. Para saber ao certo, é preciso prestar atenção no contrato.

Qual é a importância de contratar uma boa seguradora?

Escolher uma boa seguradora é tão importante para ter segurança nos momentos de necessidade quanto os cuidados com a higiene oral são importantes para prevenir problemas bucais e dentários.

Afinal, de nada adianta ter um plano odontológico com uma lista de consultórios credenciados muito restrita. Em caso de emergência, tudo o que o beneficiário mais deseja é poder contar com um amparo profissional a qualquer hora e lugar.

Uma medida simples e eficiente para checar a idoneidade da seguradora é ver se ela se encontra credenciada no site da ANS, bem como se o plano oferecido está ativo.

Quem ainda tem dúvidas se o investimento em um plano odontológico sem carência vale a pena, basta fazer os cálculos. Compare o quanto costuma gastar com consultas, tratamentos e procedimentos particulares ou o quanto tem deixado a manutenção da saúde oral de lado e quanto custaria para contratar um seguro, seja individual, familiar ou empresarial.

Aliás, se você está em busca de uma modalidade com bom custo-benefício, não pare por aqui: continue a leitura e entenda o que encarece um plano de saúde empresarial.

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