Passo a passo para um planejamento financeiro empresarial eficiente

Negócios
15/08/2017

Por: Milena

Um bom planejamento é um requisito indispensável para qualquer área de uma empresa, mas, quando se trata do caixa do empreendimento, a necessidade e a atenção são redobradas. Garantir que sua organização adote boas práticas de planejamento financeiro empresarial pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

 

Isso, claro, não chega a ser exatamente novidade, mas, para a maioria dos empreendedores, persiste a dúvida de qual caminho seguir para alcançar esse objetivo. Neste post, vamos mostrar um passo a passo para chegar lá.

 

1. Não misture caixa da empresa com orçamento pessoal

Uma falha clássica cometida especialmente por microempresários, empreendedores individuais ou por organizações familiares é a mistura entre as contas da empresa e as despesas individuais. Separar essas duas coisas é o seu primeiro passo rumo à profissionalização da gestão financeira.

 

Quando os caixas ficam juntos, duas coisas tendem a acontecer: o empresário tem a percepção de possuir mais dinheiro do que realmente tem — pois o faturamento de uma empresa (mesmo as micro) costuma ser bem maior do que o da pessoa física que a criou — e o dinheiro reservado para fazer frente a despesas acabará sendo desviado para outras coisas, gerando um descontrole.

 

Para facilitar o entendimento, parta do princípio de que a empresa é sua, mas o dinheiro, não. Qualquer retirada precisa ser feita de acordo com as boas práticas de controladoria, inclusive o registro no fluxo de caixa.

 

2. Formalize seu planejamento financeiro empresarial

Se você ainda tem dúvida, vamos definir. Planejamento financeiro é uma ferramenta de administração do negócio, que busca facilitar a organização do caixa por meio da análise dos resultados anteriores, da situação presente e dos objetivos futuros da empresa.

 

Para que seu planejamento dê certo, procure executá-lo de maneira formal e por escrito, para que ele se torne mais concreto e visualizável. Ele deve seguir algumas fases indispensáveis para se tornar mais seguro e eficiente. Veja a seguir.

 

Entenda a situação financeira

O primeiro passo de qualquer planejamento é o diagnóstico. Você precisa avaliar a situação presente da empresa para encontrar os pontos fortes e fracos, além de questões relacionadas a crédito, endividamento e recursos disponíveis. Verifique se as entradas estão cobrindo os custos, se há atrasos ou resultados negativos.

 

Avalie a situação

A próxima ação é estudar o mercado, isto é, os fatores externos à sua empresa. Nisso estão incluídos concorrentes, clientes, fornecedores e outros atores que podem influenciar no seu posicionamento. Analise sua relação com cada um desses públicos e procure maneiras de como torná-la mais eficiente.

 

Estabeleça objetivos

Agora que você já conhece a situação presente, é hora de projetar aonde se quer chegar. Definir metas, objetivos e indicadores que vão servir como norte para as suas ações e decisões, tanto no aspecto operacional como no financeiro do seu negócio.

 

Projete cenários

Com os objetivos definidos, é hora de pensar de forma mais ampla e estratégica. Com as metas atingidas, em que posição a saúde financeira de sua empresa estará em relação ao mercado? A sua situação será confortável? Haverá possibilidade de investimento? Há necessidade de rever estratégias?

 

Projete e reveja esses cenários até ter certeza de que eles estão compatíveis com a realidade. Só então o seu planejamento estará pronto.

 

Contrate seguros

Com os riscos mapeados e o planejamento concluído, é hora de se proteger contra os imprevistos e fatores fortuitos. Avalie seus principais riscos e contrate seguros que cubram todos os que forem relevantes. Dessa forma, você evita que seu caixa fique exposto a ser sangrado por um acidente ou outra situação que gere grandes gastos não planejados.

 

Entenda melhor no artigo que separamos quais são as vantagens da contratação de um seguro empresarial:

 

 

3. Controle o fluxo de caixa e reduza custos

Quem quer ter a dimensão da realidade financeira de uma empresa e projetar seu futuro a curto e médio prazos precisa, necessariamente, avaliar o seu fluxo de caixa a cada dia.

 

Para que a análise seja realista, o gestor financeiro deve se preocupar com que todas as despesas sejam devidamente registradas. Se não for assim, não haverá informação disponível sobre os reais custos da empresa e toda a definição de preços será equivocada.

 

O controle do fluxo de caixa também traz consigo a possibilidade de enxergar onde há espaço para a redução de despesas. A observação no detalhe e contínua permite entender o peso das despesas no orçamento, além da sua evolução e importância para o desempenho. Você vai ficar surpreso como o dinheiro é desperdiçado quando não há controle.

 

Muitas despesas não precisarão necessariamente ser cortadas, mas podem ser otimizadas e negociadas para diminuir o impacto nos custos da empresa.

 

Com as despesas sob controle, fica mais fácil evitar atrasos no pagamento das contas, o que costuma gerar mais desperdício de dinheiro na forma de juros e multas. Cartão de crédito atrasado ou operação no cheque especial podem ter custos absurdamente altos.

 

4. Gerencie estoque e recursos

A gestão do estoque é um dos processos mais críticos e que mais impactam os custos de uma operação. O que fica armazenado, seja produto final ou matéria-prima, é o seu capital, seus recursos materializados. Então, se há falhas no seu estoque, você não perde apenas material, é dinheiro indo embora por falta de controle ou de organização.

 

Entre as boas práticas para se ter um controle eficiente de estoque estão a adoção de sistemas (que não precisam ser caros, basta que sejam usados corretamente) e o hábito de inspeções constantes. Checar o estado do que está sendo estocado é uma forma de se antecipar ao risco de perder alguma coisa por vencimento do prazo de validade ou armazenamento incorreto.

 

5. Tenha sinergia com os fornecedores

Qualquer empresa, por menor que seja, tem fornecedores e depende deles para prestar um bom serviço e também para estabelecer um modelo de negócio viável.

 

Uma das principais tarefas de um empreendedor é construir uma relação ganha-ganha com seus fornecedores, possibilitando não apenas receber os melhores serviços ou produtos, como também estabelecer parcerias para a redução de preços, parcelamento de pagamentos ou descontos mediante pagamento à vista.

 

Todas essas ações são maneiras de aliviar o seu caixa, reduzindo e/ou alongando prazos. Por isso, fazer a gestão dos seus fornecedores significa fortalecer a saúde financeira e o seu planejamento.

 

Percebeu como o planejamento financeiro empresarial é vital para garantir o sucesso do seu negócio? Então, não deixe de praticar o nosso passo a passo. Agora, se você está sentindo falta de dicas também sobre as finanças pessoais, dê uma olhada no texto que preparamos sobre esse assunto.

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