Plano de saúde para funcionários: o que faz diferença na escolha?

Saúde Empresarial
25/08/2017

Por: Milena

As empresas são obrigadas pela lei a oferecerem alguns benefícios para os colaboradores, enquanto outros são opcionais. Entre estes, está o plano de saúde para funcionários, um item valorizado, mas que nem sempre é ofertado por dificuldades na escolha ou em função do custo.

No entanto, o convênio médico é um chamariz para atrair e reter talentos. Essa afirmação é confirmada por uma pesquisa da Catho. Segundo o levantamento, 74,6% dos brasileiros consideram o plano de saúde oferecido pela empresa como o benefício mais importante.

 

A questão é: como escolher a melhor opção para equilibrar o orçamento do negócio e as necessidades dos colaboradores? É o que vamos apresentar neste artigo. Aqui, você verá quais são os cuidados na escolha do plano de saúde ideal para não ter imprevistos ou arrependimentos.

 

É o que deseja? Então, continue lendo!

 

Cuidados na escolha do plano de saúde para funcionários

O convênio médico — apesar de não ser obrigatório — se tornou um item fundamental do pacote de benefícios oferecidos pelas empresas. Quem fica sem ofertá-lo perde espaço e têm mais dificuldade para atrair e reter talentos.

 

O principal motivo que justifica essa situação é o fato de o sistema público de saúde no Brasil estar sobrecarregado. Por outro lado, as empresas têm algumas dificuldades para ofertar o convênio médico. Isso porque, a princípio, esse benefício tem as seguintes características:

  • alto custo;
  • complexidade;
  • longo prazo, já que, uma vez oferecido, a empresa não pode retroceder em sua decisão.

Se você se reconheceu nesse contexto, saiba que não precisa ter receio. Na verdade, é necessário rever essa atitude e compreender que esses obstáculos podem ser ultrapassados com pesquisa e atenção.

 

É assim que sua empresa conseguirá ofertar o melhor plano de saúde para seus funcionários sem ter surpresas no orçamento.

 

Então, o que avaliar? Confira o que faz diferença na sua escolha:

Conheça e confie no operador

 

O plano de saúde pode ser oferecido por cooperativas, seguradoras e assistências médicas. As diferenças entre esses modelos são:

  • cooperativas: são formadas por médicos conveniados, que são proprietários da entidade. Por isso, o colaborador só poderá se consultar com a rede formada de parceiros. A gestão é descentralizada, ou seja, cada região tem a sua unidade que é administrada separadamente. O exemplo mais comum são as Unimeds;
  • seguradoras: são o segmento que mais cresce no país, porque oferece liberdade ao usuário para escolher os profissionais com os quais vai se consultar. Há uma rede credenciada de clínicas e hospitais, mas  sempre é possível ser atendido por outros médicos e pedir reembolso depois;
  • assistências médicas: existe uma rede própria e também uma credenciada, mas em alguns planos o usuário não pode pedir o reembolso, se optar pela livre escolha de médico.

Compreendendo essas diferenças, você precisa pensar em outros aspectos que demonstram a confiabilidade do operador. Verifique se a entidade tem alguma restrição na Agência Nacional de Saúde (ANS), se é idônea e está vinculada a um grupo maior ou se corre risco corporativo e como é a presença dela na região da sua empresa.

 

Pesquise a rede referenciada

Os médicos conveniados no plano de saúde são um dos itens mais importantes na hora da escolha. Afinal de contas, de nada adianta oferecer um benefício que seu colaborador não poderá aproveitar.

 

Esse ponto também é relevante porque interfere no valor cobrado pelas mensalidades. Por isso, é necessário saber quais hospitais são conveniados e como eles funcionam (por exemplo: atendem emergência pelo convênio? Realizam cirurgias complexas? Há atendimento 24 horas?).

 

Além disso, veja quantos médicos e clínicas são conveniados e quais são as especialidades abrangidas. Pergunte-se ainda:

  • É preciso ter os melhores hospitais da região credenciados?
  • Há rede referenciada próxima da casa dos colaboradores e da empresa?
  • Todas as pessoas da empresa precisam ter o mesmo nível de rede credenciada ou podem haver regras diferentes de elegibilidade?

Verifique o nível de reembolso

Os colaboradores da sua empresa podem já ter um ou mais médicos de preferência, com os quais se consultam há anos. Não há como saber se todos estarão conveniados, mas é importante entender a política de reembolso do operador.

 

Nesse caso, as seguradoras costumam apresentar mais flexibilidade e menos burocracia para o processo. Além dessas questões, você também deve analisar qual o valor máximo do reembolso para identificar se é condizente com o preço cobrado em uma consulta na sua região.

 

Avalie se há coparticipação

Esse elemento está presente naqueles planos em que o segurado precisa pagar um percentual das consultas e exames realizados. A coparticipação pode ser de até 50%. Assim, se uma consulta custa R$ 200, ele paga R$ 100 a mais na mensalidade. Na maior parte das empresas que adotam esse modelo a coparticipação fica entre 20% e 30%.

 

A vantagem dessa modalidade é que o valor mensal do plano é mais baixo. Além disso, esse procedimento traz uma consciência maior aos colaboradores, disciplinando a utilização para os procedimentos realmente necessários.

 

Nesse caso, a empresa receberá mensalmente a informação do valor a ser descontado da remuneração de cada um.

 

Confira o índice de sinistralidade

Pesquise qual tem sido o índice de reajuste anual daquela operadora ou seguradora para poder se planejar para o futuro.

 

No caso das pequenas empresas, os reajustes consideram a inflação médica anual aprovada pela Agência Nacional de Saúde e o equilíbrio, ou desequilíbrio, entre as despesas médicas pagas e as receitas de todas as empresas. Quanto mais empresas existirem na seguradora pesquisada, mais estável deverá ser essa relação entre despesas e receitas. Quanto maior a seguradora, maior deverá ser o poder de barganha junto aos médicos e hospitais, reduzindo os custos médicos, tornando seus preços mais competitivos.

 

Analise a carência do plano de saúde

Esse é o período previsto entre a assinatura do contrato e a possibilidade de utilização dos serviços pelo colaborador. A lei determina que os prazos máximos de carência sejam os seguintes, para empresas com menos de 30 usuários:

  • 24 horas para situações de urgência e emergência;
  • 300 dias para partos;
  • 180 dias para outros casos;
  • 24 meses para a cobertura de lesões e doenças preexistentes.

No entanto, tente negociar, porque os planos de saúde empresariais, muitas vezes, oferecem a redução desses prazos ou até mesmo a eliminação de alguns deles. Assim, o colaborador tem mais comodidade para usar o serviço.

 

Se houver 30 ou mais usuários, somando colaboradores e seus dependentes legais, não haverá nenhuma carência e os benefícios são imediatos.

 

Agora você já sabe o que deve analisar antes de contratar um plano de saúde para funcionários, certo? Aproveite e entre em contato conosco para conhecer nossos planos e ver como podemos ajudá-lo!

 

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