Como saber se é hora de trocar o plano de saúde empresarial?

Saúde Empresarial
14/09/2017

Por: Milena

Embora o plano de saúde empresarial não seja obrigatório por lei, diversas empresas oferecem esse benefício para seus funcionários. Essa é uma forma de garantir a saúde, a produtividade e a satisfação do colaborador para com a empresa.

 

No entanto, o plano de saúde precisa ser viável no longo prazo e não um impacto negativo nas finanças. Além disso, ele precisa atender as necessidades dos funcionários.

 

Quando o plano escolhido começa a se mostrar desvantajoso, é hora de pensar em trocar, seja de modalidade ou operadora. Mas o que é preciso considerar para saber se é o momento certo de fazer essa mudança? Continue lendo, porque neste artigo vamos explicar tudo sobre isso.

 

Quando o plano de saúde empresarial se torna desvantajoso

Ao contrário do que alguns empresários podem acreditar, manter um plano de saúde empresarial pode trazer retornos a médio e longo prazo para a organização.

 

O plano é vantajoso quando protege a saúde do grupo, permite que as pessoas trabalhem melhor porque estão mais tranquilas e seguras, retem os melhores talentos reduzindo o turn over e compõe um pacote de remuneração adequado ao mercado. Quando a situação se mostra diferente, não é preciso cortar o benefício dos funcionários, mas é interessante considerar mudar o plano contratado.

 

Afinal, há diversas operadoras oferecendo produtos variados para as empresas, sendo assim, existe uma que pode atender o que os funcionários precisam e a empresa deseja. Dessa forma, os colaboradores continuam sendo amparados e a empresa não é prejudicada.

 

Para saber se o plano está realmente causando prejuízos, é preciso analisar alguns pontos determinantes para indicar se é melhor fazer essa mudança. Alguns deles são:

 

1. Mensalidade muito alta

Os valores dos planos de saúde oferecidos pelas operadoras variam. Essa diferença pode acontecer em função do porte da empresa contratante, a cobertura contratada, a quantidade de funcionários assistidos e a faixa etária, entre outros fatores.

 

Assim, é preciso analisar se o valor da mensalidade está dentro da média praticada no mercado para um plano com essas características. Se ele estiver acima, é hora de rever o contrato.

 

2. Taxa de reajuste elevada

Anualmente, o plano de saúde empresarial passa por reajuste. A taxa é calculada:

  1. segundo a quantidade de funcionários que a empresa tem, baseada na taxa de sinistralidade da empresa ou da carteira da operadora;
  2. seguindo a inflação do setor de saúde;
  3. em função da faixa etária dos colaboradores — quanto mais alta ela for, maior a mensalidade.

É preciso que a empresa observe se o reajuste está seguindo os números do setor ou se há alguma distorção. Caso a empresa se sinta prejudicada, ela pode contestar junto ao seu corretor ou operadora do plano e até notificar a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

 

Além disso, como os fatores idade e sinistralidade implicam aumento da mensalidade, é interessante observar a taxa de outras operadoras, que podem ter reajustes menores e, por isso, mais vantajosos.

 

3. Valor de reembolso baixo

Quando o plano de saúde prevê a opção de livre escolha de médicos além do uso da rede credenciada, é possível recorrer ao atendimento particular e pedir o reembolso para o plano. Esse valor deve estar condizente com a média de preço praticada na região. Quanto maior for esse limite de reembolsos maior será a mensalidade do plano. Sendo diversificada a rede credenciada, seu uso deve ser incentivado permitindo que a livre escolha seja uma exceção.

 

4. Coparticipação na utilização do plano

Buscar elementos para o controle do custo do plano e sua manutenção pode levar à necessidade de revisar as características do contrato. Atualmente, opções de plano com coparticipação na utilização são interessantes pois reduzem a mensalidade, estimulam o uso consciente e permitem que o funcionário seja como um auditor, criticando os valores cobrados.

 

5. Baixa abrangência da rede credenciada

Para ser funcional e prático, o plano de saúde empresarial precisa oferecer uma rede credenciada que atenda com diversas especialidades e procedimentos na cidade e até bairro de residência dos funcionários . Assim, eles não precisarão fazer grandes deslocamentos em busca de atendimento.

 

Esse inconveniente poderia desfalcar o quadro de funcionários e interferir na produtividade da empresa. Além de causar insatisfação para o colaborador, que terá dificuldade para encontrar o tratamento que precisa.

 

Essas são algumas questões que podem indicar que os serviços da operadora ou o plano escolhido não estão atendendo a empresa e seus colaboradores conforme o esperado. Portanto, o plano precisa ser revisto para voltar a beneficiar ambos.

A mudança não pode prejudicar os funcionários

Quando a empresa perceber que o plano precisa ser adaptado às suas necessidades e às de seus funcionários, ela deve estar atenta também para outra questão. Nessa mudança, os trabalhadores não podem ser lesados ou prejudicados.

 

Especialmente o fator tempo de carência deve ser analisado com cautela, já que alguns podem estar passando por tratamento e, por isso, não poderiam esperar esse prazo para voltar a utilizar o plano de saúde. Veja mais sobre esse assunto a seguir.

 

Tempo de carência do plano de saúde

Na contratação de um plano de saúde empresarial, a operadora pode determinar um tempo de carência, que seria um prazo em que os serviços do plano não podem ser utilizados. Ele começa a ser contado na data de assinatura do contrato e tem um limite máximo determinado por lei, sendo:

  • 24 horas para casos de emergência e urgências;
  • 300 dias para realização de partos;
  • 24 meses em caso de doenças e lesões preexistentes;
  • 180 dias para os demais casos.

No entanto, como dito, para o funcionário que está passando por tratamento, esse tempo poderia prejudicá-lo. A empresa, então, precisa contratar uma operadora que aceite negociar a carência, a fim de permitir a continuidade de uso dos serviços médicos.

 

Assim, na hora de fazer a mudança, é interessante contratar uma corretora de seguros para auxiliar nesse processo. Ela poderá indicar a melhor operadora nesses casos, que traga um produto com vantagens para a empresa e que beneficie os funcionários.

 

Além disso, a corretora representará a empresa e auxiliará na interpretação de cláusulas e na observação do cumprimento dos direitos da contratante. Assim, haverá garantia de que ninguém será prejudicado nesse processo.

 

Mudar o plano de saúde empresarial pode ser preciso, mas, antes de fazer a mudança, observe se ela será vantajosa. Tenha o cuidado de optar por uma nova operadora que realmente traga um produto interessante para a empresa e que assegure o bom atendimento para seus funcionários.

 

Mantendo-se bem informado, você sempre tomará as melhores decisões, por isso, a Pulso oferece uma equipe totalmente especializada para te ajudar. Entre em contato conosco e tira todas suas dúvidas sobre Plano de Saúde Empresarial:

 

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