Um bom planejamento é um requisito indispensável para qualquer área de uma empresa, mas, quando se trata do caixa do empreendimento, a necessidade e a atenção são redobradas. Garantir que sua organização adote boas práticas de planejamento financeiro empresarial pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Isso, claro, não chega a ser exatamente novidade, mas, para a maioria dos empreendedores, persiste a dúvida de qual caminho seguir para alcançar esse objetivo.
Uma falha clássica cometida especialmente por microempresários, empreendedores individuais ou por organizações familiares é a mistura entre as contas da empresa e as despesas individuais. Separar essas duas coisas é o seu primeiro passo rumo à profissionalização da gestão financeira.
Quando os caixas ficam juntos, duas coisas tendem a acontecer: o empresário tem a percepção de possuir mais dinheiro do que realmente tem — pois o faturamento de uma empresa (mesmo as micro) costuma ser bem maior do que o da pessoa física que a criou — e o dinheiro reservado para fazer frente a despesas acabará sendo desviado para outras coisas, gerando um descontrole.
Para facilitar o entendimento, parta do princípio de que a empresa é sua, mas o dinheiro, não. Qualquer retirada precisa ser feita de acordo com as boas práticas de controladoria, inclusive o registro no fluxo de caixa.
Se você ainda tem dúvida, vamos definir. Planejamento financeiro é uma ferramenta de administração do negócio, que busca facilitar a organização do caixa por meio da análise dos resultados anteriores, da situação presente e dos objetivos futuros da empresa.
Para que seu planejamento dê certo, procure executá-lo de maneira formal e por escrito, para que ele se torne mais concreto e visualizável. Ele deve seguir algumas fases indispensáveis para se tornar mais seguro e eficiente. Veja a seguir.
O primeiro passo de qualquer planejamento é o diagnóstico. Você precisa avaliar a situação presente da empresa para encontrar os pontos fortes e fracos, além de questões relacionadas a crédito, endividamento e recursos disponíveis. Verifique se as entradas estão cobrindo os custos, se há atrasos ou resultados negativos.
A próxima ação é estudar o mercado, isto é, os fatores externos à sua empresa. Nisso estão incluídos concorrentes, clientes, fornecedores e outros atores que podem influenciar no seu posicionamento. Analise sua relação com cada um desses públicos e procure maneiras de como torná-la mais eficiente.
Agora que você já conhece a situação presente, é hora de projetar aonde se quer chegar. Definir metas, objetivos e indicadores que vão servir como norte para as suas ações e decisões, tanto no aspecto operacional como no financeiro do seu negócio.
Com os objetivos definidos, é hora de pensar de forma mais ampla e estratégica. Com as metas atingidas, em que posição a saúde financeira de sua empresa estará em relação ao mercado? A sua situação será confortável? Haverá possibilidade de investimento? Há necessidade de rever estratégias?
Projete e reveja esses cenários até ter certeza de que eles estão compatíveis com a realidade. Só então o seu planejamento estará pronto.
Com os riscos mapeados e o planejamento concluído, é hora de se proteger contra os imprevistos e fatores fortuitos. Avalie seus principais riscos e contrate seguros que cubram todos os que forem relevantes. Dessa forma, você evita que seu caixa fique exposto a ser sangrado por um acidente ou outra situação que gere grandes gastos não planejados.
Entenda melhor no artigo que separamos quais são as vantagens da contratação de um seguro empresarial:
Quem quer ter a dimensão da realidade financeira de uma empresa e projetar seu futuro a curto e médio prazos precisa, necessariamente, avaliar o seu fluxo de caixa a cada dia.
Para que a análise seja realista, o gestor financeiro deve se preocupar com que todas as despesas sejam devidamente registradas. Se não for assim, não haverá informação disponível sobre os reais custos da empresa e toda a definição de preços será equivocada.
O controle do fluxo de caixa também traz consigo a possibilidade de enxergar onde há espaço para a redução de despesas. A observação no detalhe e contínua permite entender o peso das despesas no orçamento, além da sua evolução e importância para o desempenho. Você vai ficar surpreso como o dinheiro é desperdiçado quando não há controle.
Muitas despesas não precisarão necessariamente ser cortadas, mas podem ser otimizadas e negociadas para diminuir o impacto nos custos da empresa.
Com as despesas sob controle, fica mais fácil evitar atrasos no pagamento das contas, o que costuma gerar mais desperdício de dinheiro na forma de juros e multas. Cartão de crédito atrasado ou operação no cheque especial podem ter custos absurdamente altos.
A gestão do estoque é um dos processos mais críticos e que mais impactam os custos de uma operação. O que fica armazenado, seja produto final ou matéria-prima, é o seu capital, seus recursos materializados. Então, se há falhas no seu estoque, você não perde apenas material, é dinheiro indo embora por falta de controle ou de organização.
Entre as boas práticas para se ter um controle eficiente de estoque estão a adoção de sistemas (que não precisam ser caros, basta que sejam usados corretamente) e o hábito de inspeções constantes. Checar o estado do que está sendo estocado é uma forma de se antecipar ao risco de perder alguma coisa por vencimento do prazo de validade ou armazenamento incorreto.
Qualquer empresa, por menor que seja, tem fornecedores e depende deles para prestar um bom serviço e também para estabelecer um modelo de negócio viável.
Uma das principais tarefas de um empreendedor é construir uma relação ganha-ganha com seus fornecedores, possibilitando não apenas receber os melhores serviços ou produtos, como também estabelecer parcerias para a redução de preços, parcelamento de pagamentos ou descontos mediante pagamento à vista.
Todas essas ações são maneiras de aliviar o seu caixa, reduzindo e/ou alongando prazos. Por isso, fazer a gestão dos seus fornecedores significa fortalecer a saúde financeira e o seu planejamento.
Percebeu como o planejamento financeiro empresarial é vital para garantir o sucesso do seu negócio? Então, não deixe de praticar o nosso passo a passo. Agora, se você está sentindo falta de dicas também sobre as finanças pessoais, dê uma olhada no texto que preparamos sobre esse assunto.
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