Para muitas pessoas, o automobilismo é uma paixão. Diversos colecionadores orgulham-se de suas coleções de carros de placa preta, ou seja, modelos antigos e bem conservados reconhecidos como raridade.
Se você também é um apaixonado por automobilismo e guarda aquele possante clássico em um estado impecável na garagem — ou pensa em iniciar a sua coleção em breve —, é preciso tomar alguns cuidados para garantir a segurança do veículo e mantê-lo conservado.
Neste post, vamos explicar como funciona o seguro para modelos de colecionador. Está interessado? Continue a leitura!
O que são os carros de placa preta?
A placa preta é uma das maiores recompensas que colecionadores podem obter pelo zelo com o seu possante antigo. O Detran emite esse documento apenas para os carros que cumprem os requisitos que os classificam como clássicos.
Para isso, o carro precisa ter mais de 30 anos de fabricação, manter pelo menos 80% das peças originais e estar em perfeito estado de conservação.
Existe, porém, o risco de as placas pretas serem substituídas após a adoção do padrão Mercosul pelo Brasil. Assim que isso acontecer, os modelos clássicos passarão a ser diferenciados por uma placa branca com letras cinzas.
Como funciona o seguro para carros antigos?
Se você possui um veículo antigo, provavelmente já deve saber que não é tão simples fazer um seguro para ele. Modelos com mais de 20 anos de fabricação costumam gerar muitas despesas com manutenção e, em caso de acidentes, dificultam o conserto, já que as fabricantes deixaram de produzir muitas peças de reposição.
É comum que algumas seguradoras se recusem a oferecer um seguro convencional para esses veículos, afinal, não é algo vantajoso para elas. No caso dos carros de placa preta, a situação fica ainda mais complicada, pois esses modelos são valiosos e necessitam de muito mais cuidado.
Diante de tudo isso, existe uma apólice específica para o seguro de veículos clássicos, com algumas peculiaridades. O seu valor varia de acordo com as condições do automóvel, frequência de uso e perfil dos condutores.
É importante ficar atento para a avaliação que determina esses pontos, pois os modelos de colecionador geralmente são muito mais valiosos que o estipulado na tabela de mercado. É preciso calcular a indenização de acordo com o valor real do carro, caso contrário, ela não será justa.
Como os carros clássicos precisam de mais cuidados, o seguro costuma ser pouco mais caro que o normal, mas isso também depende da seguradora e dos tipos de cobertura contratados, assunto que abordaremos no próximo tópico.
Quais são as coberturas desse seguro?
Normalmente, as seguradoras não incluem a cobertura compreensiva no seguro para carros de placa preta — que protege contra colisão, queda de raios, incêndio, granizo, furto, roubo, etc. — e exigem que o cliente contrate essa cobertura à parte. São raras as seguradoras que oferecem o seguro convencional para esses modelos.
Como os colecionadores não têm o costume de circular com seus possantes, o seguro usualmente oferece apenas a cobertura para roubo e furto, o que garante um preço mais justo. Também é possível contratar uma cobertura completa, mas o seu custo é muito maior e, muitas vezes, não vale a pena.
Por fim, diante das particularidades dessa apólice, o proprietário pode optar por contratar um seguro não automobilístico, como se o carro fosse um objeto de colecionador, e não um automóvel. Nesse caso, é preciso conversar com a seguradora e estipular quais serão as cláusulas do contrato, tipos de cobertura e valor da indenização.
Carros de placa preta são valiosos e exigem cuidados e gastos com conservação e proteção, por isso seu seguro tem muitas particularidades — o que reforça a importância de contar com uma boa corretora.
Quer saber mais sobre carros antigos? Então, aproveite para ler o post em que falamos sobre essa tendência que veio para ficar!