Seguro de viagem: tudo o que você precisa saber sobre o assunto

ViagemEstilo de Vida
27/10/2017

Por: Milena

As suas férias estão chegando e você só pensa em aproveitar esse tempo para curtir uma viagem em família! Já reservou hotel, comprou as passagens e montou um roteiro que contempla as principais atrações do destino. Esses são os itens básicos da organização de um passeio.

 

Mas falta aí uma parte essencial do planejamento para que você possa viajar com mais tranquilidade e segurança. É o seguro de viagem, que visa cobrir gastos extras com atraso de voo, acidentes, problemas de saúde etc. Afinal, mesmo se preparando muito bem, imprevistos podem acontecer e a proteção para eles pode custar cerca de 6 dólares por dia!

 

Por isso, neste post vamos explicar o que é o seguro de viagem, quais são as coberturas básicas, as principais vantagens e dicas para contratar o melhor plano para você. Confira!

 

O que é o seguro de viagem?

Esse serviço funciona como uma garantia de indenização (paga como reembolso) para várias situações de risco que podem vir a ocorrer durante uma viagem. Todos esses casos são estabelecidos previamente na apólice e, por isso, é muito importante ler o contrato com bastante atenção.

 

O seguro de viagem é válido somente para os dias em que foi contratado e nas condições previstas no contrato. Existem planos de assistência para o Brasil e exterior, adequados para turistas de diferentes perfis. Também podem ser escolhidos pacotes individuais (só é segurado o próprio contratante) ou coletivos. Mas atenção: a contratação do seguro só pode ser feita antes do início da viagem!

 

Seguro viagem x assistência viagem

Em março de 2016, passou a vigorar uma nova regra para o seguro viagem. Uma medida proposta pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão que estabelece as diretrizes e normas da política de seguros privados no Brasil, tornou obrigatória a cobertura de tratamentos médicos, odontológicos e hospitalares para os turistas durante uma viagem internacional.

 

Também é imprescindível que as seguradoras garantam aos contratantes o serviço de traslado de corpo em caso de morte no exterior durante uma viagem (também chamado de regresso sanitário), bem como o tratamento de doenças preexistentes e crônicas para o segurado e seus beneficiários. Para os pacotes nacionais, esses itens são opcionais.

 

Antes dessa mudança na legislação, tais serviços faziam parte da então chamada assistência de viagem. Além disso, com a assistência, o segurado só podia recorrer a um médico ou hospital que fizesse parte da rede credenciada da seguradora. Agora, o turista tem a liberdade de escolher qualquer rede e receber o reembolso dos gastos. Com isso, o termo assistência de viagem caiu em desuso.

 

Quais são as coberturas básicas do serviço e as vantagens de contratá-lo?

Junto com o CNSP, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pela fiscalização do mercado de seguros, deve garantir que as operadoras de seguro ofereçam as novas coberturas obrigatórias em viagens ao exterior.

 

Mas além desses itens indispensáveis, os seguros de viagem podem oferecer várias outras coberturas, de acordo com o desejo e a necessidade do viajante. Conheça algumas delas e as suas vantagens:

  • extravio de bagagem: como infelizmente essa é uma situação comum nos aeroportos de todo o mundo, as seguradoras podem garantir a cobertura de todas as despesas em casos de extravio, danos e furto de malas, além de ajudar o viajante a tentar localizar a sua bagagem;
  • assessoria jurídica: o envolvimento em acidentes de trânsito com carros alugados durante a viagem, por exemplo, pode gerar despesas extras com honorários pagos a advogados. Se previsto em contrato, esses valores serão reembolsados pela seguradora;
  • medicamentos: cobertura de gastos com remédios receitados em função de acidentes ou problemas de saúde durante o passeio;
  • gestação: atendimento de emergência para mulheres grávidas em viagem;
  • turismo de aventura e esportes radicais: cobertura de acidentes ocorridos durante a prática de atividades esportivas;
  • cancelamentos: existem seguros que oferecem indenização quando a viagem precisa ser cancelada em função de uma doença, um acidente ou situações de força maior;
  • idosos: garantia de atendimento médico para pessoas mais velhas, que geralmente estão mais propensas a problemas de saúde, o que aumenta os custos com tratamento.

Qual a importância do seguro para uma viagem internacional?

A contratação de um seguro é ainda mais importante quando o destino é outro país. Claro que ninguém quer que algo ruim aconteça, mas imagine só se você ou um dos seus acompanhantes precisar de atendimento médico durante a viagem. Os custos com a rede de saúde costumam ser muito caros no exterior, especialmente para os estrangeiros.

 

Além disso, existem países onde o turista nem pode entrar sem um seguro de viagem. Eles fazem parte do Tratado de Schengen, um acordo entre 27 países da Europa que exige dos viajantes estrangeiros um seguro viagem com assistência médica no valor mínimo de 30 mil euros para entrar nos territórios nacionais.

 

O objetivo do tratado é garantir que o turista terá condições de arcar com eventuais custos médicos durante sua viagem. Confira os países que fazem parte desse acordo:

  1. Alemanha;
  2. Áustria;
  3. Bélgica;
  4. Bulgária;
  5. Chipre;
  6. Dinamarca;
  7. Eslováquia;
  8. Eslovênia;
  9. Espanha;
  10. Estônia;
  11. Finlândia;
  12. França;
  13. Grécia;
  14. Hungria;
  15. Irlanda;
  16. Itália;
  17. Letônia;
  18. Lituânia;
  19. Luxemburgo;
  20. Malta;
  21. Holanda;
  22. Polônia;
  23. Portugal;
  24. Reino Unido;
  25. República Checa;
  26. Romênia;
  27. Suécia.

O que considerar na hora de contratar um seguro de viagem?

Se você já está convencido da importância do seguro viagem, talvez agora a dúvida seja saber qual o plano ideal para o seu passeio. Quatro fatores principais vão influenciar a sua decisão:

  • o destino e objetivo da viagem — pode ser um local voltado para a prática de esportes radicais (o que oferece um risco maior à ocorrência de acidentes) ou um país que exige do turista um seguro viagem, por exemplo;
  • o tempo de permanência no destino;
  • a idade do segurado e dos beneficiários — despesas com atendimento de saúde para pessoas mais velhas são mais altas;
  • o orçamento da viagem.

Feita a escolha do plano, é hora de fechar o contrato. Esse é um momento que exige muita atenção, pois você deve ficar de olho em todas as cláusulas sobre a prestação do serviço.

  • certifique-se de que o plano oferece cobertura para os itens obrigatórios;
  • confira os valores estabelecidos para as coberturas contratadas;
  • veja se o prazo para recebimento da indenização é de até 30 dias, a partir da data de apresentação dos documentos comprobatórios do atendimento;
  • leia as cláusulas de exclusão do contrato, ou seja, as situações em que não será oferecida cobertura.

Viu só como é importante garantir que você e sua família tenham assistência 24 horas em caso de situações de risco durante um passeio? Com um seguro de viagem, além de evitar maiores dores de cabeça por conta de um aborrecimento, você ainda economiza!

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