Danos elétricos na empresa: como evitar durante as férias coletivas?

Negócios
5/12/2017

Por: Milena

O fim de ano se aproxima e muitas empresas já se preparam para o período de férias coletivas. Nesse período em que os escritórios ficam vazios, aumentam os riscos de que danos elétricos ocorridos na ausência da equipe tragam prejuízos para a organização.

 

Para evitar esse tipo de prejuízo, só há um remédio: prevenção. Somente um bom planejamento pode salvar os equipamentos da empresa dos males provocados por raios, oscilações de energia, quedas de luz e curtos-circuitos, entre outros acidentes possíveis.

 

Neste post, vamos elencar uma série de dicas para que essa proteção seja eficiente e garanta que, ao retornar das férias coletivas, os seus funcionários encontrem os equipamentos funcionando perfeitamente.

 

Desligue tudo o que for possível da tomada

A maioria dos equipamentos não precisa estar ligada durante as férias e, na verdade, em qualquer ausência mais prolongada da sua equipe, como no feriado de carnaval. Por isso, não há nada melhor do que apostar na prevenção total e desligá-los da tomada.

 

Isso evita o risco de que, durante uma tempestade, um raio possa causar uma sobrecarga na rede e queimar seus aparelhos ou que, a qualquer momento, um curto-circuito possa trazer prejuízos.

 

Para fazer esse desligamento, é importante que haja a observação de alguns cuidados: os plugs não devem ser deixados de qualquer jeito, e os equipamentos devem ser desligados seguindo o protocolo recomendado no manual. Normalmente, quanto mais delicados são esses aparelhos, maior é o cuidado que devemos ter ao desconectá-los completamente da rede elétrica.

 

Importante reforçar, porém, que não se trata apenas de desligar. É preciso, de fato, tirá-los da tomada. Caso contrário, ainda há risco de exposição.

 

Tenha filtros para evitar a alta voltagem

Existem equipamentos, como servidores e centrais telefônicas, que, no caso de algumas empresas, não podem ser nunca desligados, pois deles podem depender o acesso a sistemas de vendas on-line ou de comunicação com a equipe de campo, que não necessariamente entra em férias coletivas.

 

Para esses aparelhos, que precisam estar continuamente ligados, é interessante que a empresa invista em sistemas de proteção como módulos isoladores, DPS, no-breaks ou estabilizadores de energia.

 

Você não sabe como exatamente funcionam esses aparelhos e qual a diferença entre eles? Vamos então explicar.

 

Estabilizador de energia

Eles são a opção mais em conta e, normalmente, resolvem o problema de proteção aos equipamentos, representando, com isso, um ótimo custo-benefício. Praticamente todo mundo já viu um estabilizador de computador, mas também há modelos próprios para eletrodomésticos.

 

Os estabilizadores atuam como uma etapa intermediária entre o seu aparelho eletrônico e a rede elétrica, eliminando as oscilações de energia. Outra utilidade deles é adaptar equipamentos de diferentes tensões a uma mesma rede.

 

No-breaks

Esse aparelho é um tipo de estabilizador mais “completo”, pois, além de estabilizar a corrente elétrica, evitando as oscilações de energia, conta com uma bateria interna que permite continuar trabalhando tempo suficiente para salvar arquivos e não perder informações, além de permitir com que os equipamentos sejam desligados corretamente.

 

A capacidade de um no-break “segurar” os equipamentos funcionando varia de acordo com cada modelo.

 

Módulo isolador

Funciona como um substituto do aterramento. Em situações em que os aparelhos não estão aterrados é uma opção preventiva para evitar que fortes descargas queimem os aparelhos. Não são muito comuns em empresas.

 

DPS

Os dispositivos de proteção contra surtos (DPSs) são equipamentos que protegem a rede ou um equipamento individualmente contra variações de tensão e raios. Ao detectarem uma anomalia, desviam o pulso elétrico para um sistema de aterramento, evitando que ele atinja os aparelhos e cause prejuízo.

 

Os DPSs destinados a proteger a rede, como um todo, devem ser instalados no quadro de distribuição. A quantidade de dispositivos necessária varia de instalação para instalação. Essa avaliação é feita pelo eletricista.

 

Os de uso individual são voltados para a proteção de um equipamento apenas e são mais fáceis de instalar. Basta ligar o DPS na tomada e certificar de que a proteção está ativada (normalmente, um LED acende para indicar o funcionamento). Depois, é só plugar nele o equipamento a ser protegido.

 

Olhando direitinho a descrição e as funções desses equipamentos, dá para perceber que, na verdade, eles precisam ser usados o ano inteiro e que, nas férias coletivas, funcionam como a principal proteção aos equipamentos que precisam ficar ligados.

 

Mantenha a sua rede em dia

É muito comum que os prejuízos provocados aos equipamentos eletrônicos e, até mesmo, incidentes mais graves, como incêndios, sejam originados pela má qualidade da rede elétrica do prédio.

 

Para evitar esse tipo de problema, é essencial que a empresa faça revisões constantes em sua rede com apoio de eletricistas especializados. Trata-se de um procedimento que, além de impedir prejuízos, ajuda a diminuir o valor cobrado nas contas ao localizar pontos da rede em que possa haver dissipação de energia.

 

Tenha seguro contra danos elétricos

Mesmo se prevenindo ao máximo para evitar que os acidentes ocorram durante as férias coletivas ou em qualquer outro momento, é absolutamente necessário que a empresa tenha seguro contra eventuais danos elétricos que os aparelhos possam sofrer.

 

Essa modalidade de proteção é relativamente barata, especialmente quando contratada no contexto de um seguro empresarial ou residencial. Por ser opcional, algumas empresas deixam de contratá-la, mas é uma economia que não vale a pena, considerando o preço pouco significativo e os riscos envolvidos.

 

Muita gente confunde a cobertura do seguro contra os prejuízos causados por danos elétricos com os serviços de manutenção elétrica oferecidos por algumas seguradoras, bancos e até empresas de cartão de crédito, mas são serviços diferentes.

 

Em caso de prejuízo, exija seus direitos

Há situações em que o dano causado ao seu equipamento ocorre devido à queda de energia resultante de um problema na operação da distribuidora de energia. Se for essa a situação, sua empresa tem direito ao ressarcimento dos danos, segundo a regulamentação regida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

Tendo sido comprovado o dano, a parte interessada tem até 90 dias para solicitar o ressarcimento, desde que os aparelhos sejam de tensão menor ou igual a 2,3 kV. Por isso, é importante que a avaliação seja feita mais rapidamente o possível para que o prazo não seja perdido.

 

Deu para perceber o quanto o planejamento e a adoção de cuidados podem deixar sua equipe mais tranquila para sair de férias sem temer prejuízos causados por danos elétricos, certo? Para ficar ainda mais prevenido, confira também o nosso post com dicas para proteger sua rede elétrica da queda de raios.

 

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