Como a alimentação fora do lar cresceu e o que tem a ver com o atual perfil do brasileiro?

Estilo de Vida
28/12/2017

Por: Milena

O mercado gastronômico brasileiro oferece uma série de opções de alimentação fora do lar, com menus para todos os gostos e bolsos. Com tanta variedade, mesmo quem segue alguma dieta restritiva encontra facilidade para se alimentar bem.

 

Hoje em dia, se no almoço ainda prevalecem os restaurantes por quilo, para aquela fome fora de hora nada melhor do que ir às “super” padarias. Há também as casas especializadas em um único prato, os food trucks, as food bikes e muito mais.

 

Para ficar por dentro, acompanhe o post e entenda como se deu o crescimento da busca por alimentação fora do lar. Já para quem tem interesse em empreender na área, vale a pena conferir quais são as próximas tendências no setor.

 

Quem são os principais adeptos da alimentação fora do lar?

Segundo o estudo Brasil Food Trends 2020, elaborado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), o trabalhador em horário de almoço é o principal adepto das refeições fora do lar.

 

Em sua maioria, são jovens com idades entre 18 e 34 anos, com níveis de escolaridades superiores, rendas familiares maiores e cujos critérios de seleção do que comer se dão mais pelo prazer do que pela estreita necessidade.

 

Ainda que não tenha tempo e/ou vontade de cozinhar, essa clientela não abre mão de uma comida que atenda às suas necessidades. Para satisfazê-la, os estabelecimentos variam os menus e inovam no que diz respeito ao serviço e, mais ainda, à completa experiência gastronômica.

 

Quais são os perfis de estabelecimentos mais procurados?

Segundo a Pesquisa com os Pequenos Negócios que Atuam no Setor de Alimentação Fora do Lar, realizada pelo Sebrae, muitas das empresas que servem alimentação no Brasil são negócios familiares, de micro e pequeno porte.

 

De olho no gasto médio de 25% da renda com as refeições fora de casa, de acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os empreendedores não tardam em oferecer novidades para abocanhar uma fatia desse montante.

 

Entre modelos consagrados e inovadores, conheça alguns tipos de negócios que representam a máxima do setor alimentício “servir bem para servir sempre”.

 

1. Self-service por quilo

No Brasil, seis de cada dez restaurantes de pequeno porte seguem o modelo de atendimento self-service. Isso porque o quilo é a alternativa mais barata e parecida com a comida de casa. Lanchonetes são o segundo modelo mais comum no país.

 

2. Super padarias

Abertas 24 horas por dia, servem café da manhã, almoço e jantar, além de brunch aos fins de semana. Também fazem a vez de lanchonete, pizzaria e, geralmente, contam com um mercadinho. São ideais para quem quer resolver tudo em um mesmo lugar.

 

3. Lojas de conveniência

Localizadas em postos de combustíveis, reúnem praticidade a atendimento rápido. Uma boa para momentos em que a fome aperta em meio ao congestionamento.

 

Hoje vendem mais do que guloseimas, servindo pequenas refeições como sopas, sanduíches, quiches e até pratos feitos.

 

4. Food trucks, bikes e cia

Ainda que os cardápios sejam enxutos, por conta do espaço físico reduzido, os food trucks, food bikes e até restaurantes estilo pop-up stores levam culinárias de variadas origens para diversos pontos da cidade, com direito a food parkings exclusivos.

 

Muitas vezes, sob a tutela de chefes de cozinha estrelados, ajudam a democratizar o acesso à alta gastronomia. Por tudo isso, a visita a essas cozinhas motorizadas é vista como uma verdadeira forma de lazer.

 

Formados por camionetes, furgões, trailers e outros charmosos veículos adaptados, exigem um elevado investimento inicial, tanto no que concerne aos equipamentos de cozinha, quanto às melhorias nas partes de elétrica e hidráulica, bem como na pintura.

 

5. Casas especializadas

Entre as muitas especialidades oferecidas, destacam-se os restaurantes focados em alimentação saudável, cujo cardápio orgânico, com pratos à base de ingredientes de origem certificada, é um dos mais servidos.

 

Outra tendência é a formada pelos estabelecimentos especializados em um só produto, como as brigaderias, as paleterias, as sonherias, as tapiocarias, as kebaberias, as hamburguerias, as temakerias etc.

 

6. Congelados saudáveis

Para quem tem um refeitório à disposição na empresa, uma alternativa de sucesso aos congelados ultraprocessados feitos pelas indústrias alimentícias são as marmitas artesanais.

 

Produzidas em pequenas empresas, seu diferencial é oferecer comida caseira, fresca e nutricionalmente equilibrada, pronta para aquecer e comer.

 

7. Serviços diferenciados

Atentos às necessidades de quem vive nos grandes centros urbanos, há estabelecimentos que estão inovando ao driblarem, principalmente, o trânsito.

 

Por exemplo: enquanto uns oferecem delivery por bicicleta, para colaborar com um trânsito mais sustentável, há anticafés que vendem tempo e wi-fi de qualidade, incentivando o convívio e o trabalho remoto entre seus clientes.

 

Qual é o futuro da alimentação fora de casa no Brasil?

O já mencionado estudo do Ital prevê que, em 2020, os serviços de alimentação vão valorizar estabelecimentos com ambientes e serviços diretamente identificados com a proposta gastronômica a que se propõem. Ou seja, iremos, cada vez mais, a restaurantes temáticos e étnicos.

 

Entre os cardápios, a preocupação com a saude tende a aumentar, por meio da valorização dos ingredientes locais e orgânicos, bem como versões light e funcionais. Saladas, por exemplo, vão cada vez mais assumir o status de pratos principais.

 

O resultado serão mais empreendimentos servindo menus vegetarianos, dietéticos, entre outras funcionalidades, feitos conforme orientação de nutricionistas e voltados para quem busca um estilo de vida saudável.

 

Por que comer mais vezes fora de casa vale a pena?

Com mais pessoas morando sozinhas, comer fora, às vezes, sai mais barato do que abastecer o carrinho no supermercado e ainda minimiza o desperdício decorrente de prazos de validade vencidos. Para ser viável e evitar prejuízos, basta inserir o hábito no planejamento doméstico.

 

Assim, pela qualidade e praticidade que oferece, a alimentação fora do lar pode satisfazer além do almoço em dia útil, se tornando uma opção para todos os momentos.

 

E você, o que acha das tendências? É adepto de alguma no seu dia a dia? Independentemente do seu lado do balcão, seja cliente ou patrão, queremos conhecer sua experiência! Aproveite e compartilhe este post com seus amigos nas redes sociais!

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