Seguro Viagem para Argentina é Obrigatório em 2026?
Sim: o seguro viagem é obrigatório para entrar na Argentina. Desde julho de 2025, o governo argentino passou a exigir comprovação de seguro saúde de todo estrangeiro que chega ao país — e a regra segue valendo em 2026.
A Argentina continua entre os destinos internacionais favoritos dos brasileiros. A proximidade geográfica, a cultura parecida e a variedade de experiências, de Buenos Aires a Bariloche, fazem do país uma escolha popular para quem quer viajar sem ir tão longe. Mas antes de fechar a mala, vale entender exatamente o que mudou e o que você precisa levar.
Sim: o seguro viagem é obrigatório para entrar na Argentina
O Decreto 366/2025, publicado no Boletín Oficial da Argentina em 29 de maio de 2025, alterou a Lei de Migrações do país e passou a exigir que todo estrangeiro declare, na entrada, que possui seguro de saúde para cobrir suas necessidades médicas durante a estadia.
A exigência entrou em vigor em 1º de julho de 2025 e vale para qualquer meio de transporte — avião, ônibus, carro particular ou travessia por terra. Estão isentos apenas os residentes permanentes e os cidadãos argentinos.
Isso significa, na prática, que o agente de imigração pode solicitar o comprovante do seguro (impresso ou digital) no momento da entrada. Sem ele, o viajante corre o risco real de ser barrado na fronteira.
Quais documentos você precisa para entrar na Argentina em 2026
Além do seguro viagem, a lista de documentos para brasileiros inclui:
- RG em bom estado, emitido há menos de 10 anos, ou passaporte válido;
- comprovante de hospedagem (reserva de hotel, Airbnb ou carta convite);
- passagem de retorno;
- comprovação de recursos financeiros para a estadia, quando solicitada — o valor recomendado costuma girar em torno de US$ 50 por dia.
A CNH não é aceita como documento de entrada, mesmo para quem pretende dirigir durante a viagem. Brasileiros podem permanecer até 90 dias no país como turistas usando apenas o RG, sem necessidade de passaporte.
O que o seguro viagem precisa cobrir para ser aceito
A regulamentação não detalha um valor mínimo exato de cobertura médica, mas o comprovante precisa demonstrar que o seguro está ativo durante todo o período da viagem e que cobre despesas médicas e hospitalares.
Por isso, ao contratar, confirme que a apólice cobre a data de ida até a data de volta — sem lacunas — e mantenha o comprovante salvo no celular, no e-mail e, se possível, também impresso.
Carta Verde: outro seguro obrigatório, mas só para quem vai de carro
Vale não confundir duas exigências diferentes. O seguro viagem cobre despesas médicas e é exigido de todo estrangeiro. Já a Carta Verde é um seguro veicular obrigatório apenas para quem entra na Argentina dirigindo o próprio carro — ela cobre danos a terceiros causados pelo veículo, de forma parecida com o DPVAT no Brasil.
Portanto, se você vai de avião ou ônibus, precisa só do seguro viagem. Se for de carro, precisa dos dois.
O que mais o seguro viagem cobre, além de cumprir a exigência
Mesmo sem a obrigatoriedade, contratar um seguro viagem já fazia sentido — e agora, além de cumprir a lei, ele segue cobrindo os imprevistos de sempre:
- Despesas médicas e hospitalares: consultas, exames, medicamentos emergenciais e internação.
- Atendimento odontológico emergencial: para dores e urgências que surgem durante a viagem.
- Extravio ou atraso de bagagem: suporte financeiro caso a mala não chegue com você.
- Cancelamento ou interrupção da viagem: cobertura para imprevistos que impeçam a viagem, conforme o contrato.
- Repatriação médica: retorno ao Brasil para continuidade de tratamento, em casos mais graves.
O sistema de saúde argentino tem rede pública, mas o acesso para turistas varia bastante. Por isso, muitos viajantes preferem clínicas e hospitais privados — e, nesse caso, os custos saem do bolso do próprio paciente, a menos que o seguro entre em ação.
Quem deve reforçar ainda mais a proteção
Alguns perfis de viajante se beneficiam de uma cobertura mais robusta. Quem vai esquiar ou praticar snowboard em Bariloche, por exemplo, está exposto a mais risco de acidente. O mesmo vale para quem faz trilhas e turismo de aventura na Patagônia.
Famílias que viajam com crianças ou idosos também costumam preferir planos com cobertura mais ampla, já que imprevistos de saúde tendem a pesar mais nesses grupos.
Como escolher o seguro viagem certo para a Argentina
Na hora de contratar, vale conferir quatro pontos com atenção: o valor da cobertura médica, se a duração da apólice cobre toda a viagem sem lacunas, se as atividades planejadas (como esportes de inverno) estão contempladas, e se existe assistência 24 horas em português — o que facilita bastante numa emergência longe de casa.
Antes de embarcar, confirme a regra vigente
Regras migratórias podem mudar, e a Argentina já passou por idas e vindas na regulamentação desse decreto. Por isso, antes da viagem, vale checar as informações atualizadas na Dirección Nacional de Migraciones ou nos canais do Itamaraty para brasileiros no exterior.
De qualquer forma, viajar com seguro viagem contratado deixou de ser só uma boa prática — hoje é parte da lista de documentos para entrar na Argentina. Informação, planejamento e proteção continuam sendo os melhores aliados de qualquer viajante.








