Contratar um seguro pode parecer simples: escolher uma cobertura, comparar preços e fechar.
Mas a maioria dos problemas aparece depois, quando ocorre um sinistro e surgem situações como:
-
“Isso não estava coberto.”
-
“A indenização não era o que você imaginava.”
-
“A franquia era muito alta.”
-
“Esse tipo de dano está nas exclusões.”
-
“O cadastro estava com informação errada.”
Com a Lei nº 15.040/2024 (Nova Lei do Contrato de Seguro), o mercado tende a ficar mais claro e previsível, mas o consumidor ainda precisa fazer o essencial: entender o contrato antes de contratar.
Este guia é um checklist prático e direto para revisar antes de contratar seguro auto, residencial, vida, empresarial e outros.
O que é a Nova Lei do Contrato de Seguro e por que isso importa?
A Lei 15.040/2024 atualiza as regras do contrato de seguro no Brasil, trazendo mais organização e segurança jurídica, incluindo pontos como:
-
dever de informação e transparência
-
regras mais claras sobre sinistro e indenização
-
redução de conflitos por interpretação
A SUSEP reforça que a lei fortalece a previsibilidade e a clareza nas relações contratuais do setor.
E a CNseg também publicou materiais voltados ao consumidor para orientar sobre as mudanças.
📌 Na prática, isso significa: contratar seguro deve ser menos “confuso”, mas continua exigindo atenção do cliente.
Checklist antes de contratar seguro (o que revisar sem erro)
A seguir, os pontos mais importantes para evitar frustração e prejuízo.
1) Defina o objetivo do seguro (qual risco você quer evitar)
Antes de pedir cotação, responda:
-
O que você quer proteger?
-
Qual prejuízo seria pesado para o seu bolso?
-
Qual cenário “te quebraria”?
Exemplos comuns:
-
contratar seguro auto pensando só em batida, mas ignorar roubo/furto
-
ter seguro residencial e esquecer danos elétricos
-
contratar seguro empresarial com capital menor que o estoque real
✅ Seguro bom começa com um objetivo claro.
2) Verifique a cobertura principal (o que realmente está contratado)
Essa é a parte central do contrato. Confira se faz sentido para seu perfil:
-
Auto: colisão, roubo/furto, incêndio, terceiros
-
Residencial: incêndio, danos elétricos, vendaval, alagamento (se existir)
-
Vida: morte, invalidez, DIT, doenças graves (dependendo do plano)
✅ Pergunta que resolve rápido:
“Se acontecer o pior hoje, eu recebo o quê exatamente?”
3) Leia as exclusões (o que NÃO está coberto)
Esse é o ponto que mais gera conflitos.
O consumidor geralmente ignora e só descobre depois.
A lei reforça a importância de clareza e previsibilidade no contrato, mas o cliente ainda precisa confirmar o que está fora da cobertura.
Exclusões comuns:
-
desgaste natural
-
falta de manutenção
-
infiltração antiga
-
uso do carro diferente do declarado (ex.: app)
-
itens específicos não incluídos
✅ Dica prática: peça ao corretor:
“Me diga 5 situações comuns que este seguro não cobre.”
4) Confira o limite de indenização (quanto você recebe de verdade)
Seguro não é só “ter cobertura”, é ter valor suficiente para resolver o problema.
Exemplos:
-
seguro auto pode pagar FIPE em percentual (ex.: 100%, 90%, 110%)
-
seguro residencial pode ter capital separado para imóvel e conteúdo
-
seguro de vida separa valores por tipo de cobertura
✅ Regra simples: limite baixo = chance de frustração.
5) Entenda franquia (quando você paga do próprio bolso)
Franquia é muito comum no seguro auto e pode aparecer em outros seguros.
Exemplo real:
Se o reparo custa R$ 4.000 e a franquia é R$ 3.200, o seguro ajuda pouco.
✅ Pergunta obrigatória:
“Qual é a franquia e quando ela é aplicada?”
6) Veja se há carência (quando começa a valer)
Carência não existe em todos os seguros, mas pode acontecer em alguns produtos.
Se existir, confira:
-
em quais coberturas
-
quantos dias
-
quando começa a contagem
✅ Carência esquecida = sensação de “paguei e não funcionou”.
7) Revise as informações declaradas (isso evita negativa)
Um erro simples no perfil pode virar um problemão.
A nova lei reforça a importância de regras mais claras sobre obrigações e relação contratual.
Exemplos:
-
carro usado para app declarado como “uso particular”
-
endereço errado no seguro residencial
-
empresa mudou atividade e não atualizou o risco
✅ Dica: revise tudo antes de pagar.
8) Entenda como funciona o sinistro (antes de precisar)
O consumidor deve saber:
-
como abrir o sinistro
-
documentos exigidos
-
onde acompanhar
-
prazo médio de resposta
-
o que fazer se houver negativa
A lei trata de regras e organização dos processos de sinistro e indenização, trazendo mais previsibilidade ao setor.
✅ Pergunta essencial:
“Se acontecer hoje, qual é o primeiro passo?”
9) Compare propostas além do preço (sem cair em cilada)
Quando receber cotações, compare esses pontos:
-
cobertura principal é igual?
-
franquia muda muito?
-
limites e capitais são equivalentes?
-
assistências são parecidas?
-
exclusões mudam bastante?
✅ Seguro barato pode ser ótimo…
mas só se entregar o que você espera.
Checklist final pronto (copie e cole)
Antes de contratar um seguro, revise:
✅ Objetivo e risco real
✅ Cobertura principal
✅ Exclusões (o que não cobre)
✅ Limites de indenização
✅ Franquia
✅ Carência (se houver)
✅ Perfil e informações declaradas
✅ Como funciona o sinistro
✅ Comparação entre propostas (não só preço)
📌 Só isso já reduz muito chance de contratar errado.
Conclusão
A Nova Lei do Contrato de Seguro (Lei 15.040/2024) é um avanço importante para tornar contratos e procedimentos mais claros.
Mas o seguro continua sendo um contrato: se o consumidor não entende o que está contratando, o risco de frustração aumenta.
Se você quer contratar com segurança, comece pelo checklist — e não apenas pelo preço.
Para mais conteúdos acesse nossas redes socais @pulsocorretoradeseguros








