Você paga o seguro em dia, sofre um sinistro, separa documentos… e quando finalmente decide “correr atrás”, descobre uma frase dura e frustrante:
✅ “Seu direito prescreveu.”
Ou seja: você perdeu o prazo legal para exigir a indenização.
A boa notícia é que isso quase sempre pode ser evitado com organização, atenção aos prazos e registro correto das etapas do sinistro.
Neste conteúdo, você vai entender o que é prescrição no seguro, quais são os prazos mais comuns, como contar o tempo, exemplos reais do dia a dia e, principalmente, como não perder dinheiro por atraso.
O que é prescrição no seguro?
A prescrição é o prazo máximo que a lei dá para uma pessoa cobrar um direito depois que um evento acontece.
No seguro, isso significa o tempo que você (segurado) ou um beneficiário tem para exigir o pagamento da indenização após um sinistro, como roubo, acidente, incêndio, dano elétrico, internação, invalidez, entre outros.
É importante não confundir:
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Vigência do seguro: período em que a apólice está ativa.
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Carência: tempo mínimo para algumas coberturas começarem a valer.
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Prescrição: prazo para cobrar o direito depois do sinistro.
Ou seja: você pode ter o seguro ativo, o sinistro pode ter acontecido de verdade, mas se você deixar passar tempo demais, pode perder o direito de cobrar.
Qual é o prazo de prescrição no seguro?
De forma geral, muitos seguros seguem o prazo de 1 ano para cobrança da indenização securitária (segurado x seguradora), conforme regra aplicada em contratos de seguro.
Isso costuma aparecer com frequência em seguros do dia a dia, como:
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Seguro Condomínio
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Seguro de equipamentos (ex.: celular)
📌 Atenção: existem discussões e detalhes que podem variar conforme o tipo de seguro e o caso concreto. Por isso, a regra prática mais segura é: quanto antes você formalizar o sinistro, melhor.
Quando começa a contar o prazo?
Esse é um dos pontos que mais fazem as pessoas perderem o direito sem perceber.
Em muitos casos, o prazo não é “automático” apenas pela data do sinistro — principalmente porque existe um entendimento importante:
✅ Quando o segurado solicita a indenização, o prazo de prescrição pode ficar suspenso durante a análise da seguradora, até a ciência da decisão final.
Em outras palavras: se você abriu o aviso de sinistro corretamente e está com protocolo, o tempo pode não correr contra você enquanto o pedido estiver em avaliação.
Por isso, é tão importante ter provas de que o pedido foi feito, como:
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número de sinistro
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e-mail de abertura
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comprovante de envio de documentos
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protocolo do atendimento
Exemplos do dia a dia (os mais comuns)
Abaixo vão situações bem reais — e que costumam gerar perda de indenização por atraso.
Roubo do carro e a pessoa “espera aparecer”
O carro é roubado, a pessoa faz BO, mas decide esperar alguns dias “vai que recupera”.
O problema é quando “alguns dias” viram meses.
✅ O certo é avisar a seguradora o quanto antes e abrir o sinistro rapidamente, mesmo que algumas informações ainda estejam em andamento.
Incêndio em casa e foco total na reforma
Depois de um incêndio ou curto-circuito, a família entra em modo emergência: eletricista, reparos, compras, reforma.
E o seguro fica para depois.
📌 O risco aqui é duplo:
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perder o prazo para cobrar
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perder provas e registros do dano original
✅ Dica prática: fotografe tudo e comunique o sinistro antes de grandes reparos (quando possível).
Celular roubado e “vou resolver depois”
Esse é clássico: celular roubado, BO feito, mas a pessoa deixa passar.
Depois, quando tenta acionar, enfrenta problemas como:
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falta de nota fiscal
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falta do IMEI
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ausência de registro rápido
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perda de comprovações
✅ Mesmo sem todos os documentos em mãos, o ideal é abrir o sinistro e complementar depois.
Seguro de vida e família sem orientação
Após um falecimento, é muito comum que a família demore para organizar documentação, por luto e burocracia.
Mas esse é justamente um tipo de indenização que pode representar um impacto financeiro enorme para a família.
✅ O ideal é buscar orientação e dar entrada no processo o quanto antes, evitando risco de perda de prazo.
Seguro empresarial e o dono tenta “reconstruir antes de acionar”
Quando ocorre roubo, incêndio ou alagamento, muitos empresários correm para “salvar o negócio” e esquecem do seguro.
O resultado é que depois faltam:
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fotos
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laudos
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notas
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inventário de estoque
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provas completas do prejuízo
✅ Regra prática: no caos, o seguro precisa entrar cedo no processo.
A seguradora negou. E agora?
Receber uma negativa não significa necessariamente que você “perdeu”.
Muitas vezes, é possível:
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pedir reanálise
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complementar documentos
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solicitar uma justificativa formal
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buscar ajuda especializada
E reforçando: o pedido formal também é importante porque pode suspender o prazo durante análise, conforme entendimento jurídico.
📌 Dica essencial: sempre peça a negativa por escrito.
Documentos que ajudam a evitar perda de direito
A melhor forma de não perder prazo nem sofrer na comprovação é ter um checklist mínimo:
✅ Boletim de ocorrência (quando aplicável)
✅ Fotos e vídeos do sinistro e dos danos
✅ Notas fiscais, comprovantes e recibos
✅ Laudos (mecânico, eletricista, assistência técnica)
✅ Protocolo da seguradora e número do sinistro
✅ Comprovante de envio de documentos
✅ Registro da negativa (se houver)
Erros que fazem o segurado perder o seguro sem perceber
Os erros mais comuns são:
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Esperar ter “tempo” para acionar
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Achar que “liguei uma vez” é o suficiente sem protocolo
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Resolver tudo primeiro e só depois tentar cobrar
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Perder documentos e deixar para reconstituir depois
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Não acompanhar o status do sinistro formalmente
✅ Se a pessoa quer tranquilidade, precisa pensar assim:
“Se eu precisar provar isso no futuro, tenho como mostrar tudo?”
Como evitar prescrição no seguro (passo a passo simples)
Se você quer evitar dor de cabeça, siga este roteiro:
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Aconteceu um sinistro? abra imediatamente o aviso
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Registre por escrito (protocolo, e-mail, confirmação)
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Faça uma linha do tempo com datas principais
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Se houver negativa, não deixe parado
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Conte com um corretor que acompanha e orienta o processo
Prescrição no seguro e mudanças recentes no setor
Nos últimos tempos, o mercado passou por atualizações legais relevantes, como a Lei 15.040/2024, trazendo mudanças e padronizações para regras de seguros no Brasil.
Entidades do setor também publicaram orientações e conteúdos destacando prazos e pontos importantes de sinistros e indenização.
Mesmo assim, a regra de ouro permanece a mesma para o consumidor:
✅ sinistro aconteceu → registre rápido → guarde tudo
Conclusão
Seguro não é só contratar e pagar. Para ele funcionar na prática, você precisa:
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abrir o sinistro corretamente
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comprovar o evento
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respeitar prazos
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registrar tudo com protocolo
Se você deixar para depois, pode perder um direito que era seu.
Se aconteceu um sinistro, não espere: formalize o atendimento imediatamente.
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