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Nova Lei do Contrato de Seguro: checklist prático do que o consumidor precisa revisar antes de contratar

Tempo de Leitura: 4 minutos

Contratar um seguro pode parecer simples: escolher uma cobertura, comparar preços e fechar.
Mas a maioria dos problemas aparece depois, quando ocorre um sinistro e surgem situações como:

  • “Isso não estava coberto.”
  • “A indenização não era o que você imaginava.”
  • “A franquia era muito alta.”
  • “Esse tipo de dano está nas exclusões.”
  • “O cadastro estava com informação errada.”

Com a Lei nº 15.040/2024 (Nova Lei do Contrato de Seguro), o mercado tende a ficar mais claro e previsível, mas o consumidor ainda precisa fazer o essencial: entender o contrato antes de contratar.

Este guia é um checklist prático e direto para revisar antes de contratar seguro auto, residencial, vida, empresarial e outros.

 

O que é a Nova Lei do Contrato de Seguro e por que isso importa?

A Lei 15.040/2024 atualiza as regras do contrato de seguro no Brasil, trazendo mais organização e segurança jurídica, incluindo pontos como:

  • dever de informação e transparência
  • regras mais claras sobre sinistro e indenização
  • redução de conflitos por interpretação

A SUSEP reforça que a lei fortalece a previsibilidade e a clareza nas relações contratuais do setor.
E a CNseg também publicou materiais voltados ao consumidor para orientar sobre as mudanças.

📌 Na prática, isso significa: contratar seguro deve ser menos “confuso”, mas continua exigindo atenção do cliente.

 

Checklist antes de contratar seguro (o que revisar sem erro)

A seguir, os pontos mais importantes para evitar frustração e prejuízo:

1) Defina o objetivo do seguro (qual risco você quer evitar)

Antes de pedir cotação, responda:

  • O que você quer proteger?
  • Qual prejuízo seria pesado para o seu bolso?
  • Qual cenário “te quebraria”?

Exemplos comuns:

  • contratar seguro auto pensando só em batida, mas ignorar roubo/furto
  • ter seguro residencial e esquecer danos elétricos
  • contratar seguro empresarial com capital menor que o estoque real

✅ Seguro bom começa com um objetivo claro.

2) Verifique a cobertura principal (o que realmente está contratado)

Essa é a parte central do contrato. Confira se faz sentido para seu perfil:

  • Auto: colisão, roubo/furto, incêndio, terceiros
  • Residencial: incêndio, danos elétricos, vendaval, alagamento (se existir)
  • Vida: morte, invalidez, DIT, doenças graves (dependendo do plano)

✅ Pergunta que resolve rápido:
“Se acontecer o pior hoje, eu recebo o quê exatamente?”

3) Leia as exclusões (o que NÃO está coberto)

Esse é o ponto que mais gera conflitos.
O consumidor geralmente ignora e só descobre depois.

A lei reforça a importância de clareza e previsibilidade no contrato, mas o cliente ainda precisa confirmar o que está fora da cobertura.

Exclusões comuns:

  • desgaste natural
  • falta de manutenção
  • infiltração antiga
  • uso do carro diferente do declarado (ex.: app)
  • itens específicos não incluídos

✅ Dica prática: peça ao corretor:
“Me diga 5 situações comuns que este seguro não cobre.”

4) Confira o limite de indenização (quanto você recebe de verdade)

Seguro não é só “ter cobertura”, é ter valor suficiente para resolver o problema.

Exemplos:

  • seguro auto pode pagar FIPE em percentual (ex.: 100%, 90%, 110%)
  • seguro residencial pode ter capital separado para imóvel e conteúdo
  • seguro de vida separa valores por tipo de cobertura

✅ Regra simples: limite baixo = chance de frustração.

5) Entenda franquia (quando você paga do próprio bolso)

Franquia é muito comum no seguro auto e pode aparecer em outros seguros.

Exemplo real:
Se o reparo custa R$ 4.000 e a franquia é R$ 3.200, o seguro ajuda pouco.

✅ Pergunta obrigatória:
“Qual é a franquia e quando ela é aplicada?”

6) Veja se há carência (quando começa a valer)

Carência não existe em todos os seguros, mas pode acontecer em alguns produtos.

Se existir, confira:

  • em quais coberturas
  • quantos dias
  • quando começa a contagem

✅ Carência esquecida = sensação de “paguei e não funcionou”.

7) Revise as informações declaradas (isso evita negativa)

Um erro simples no perfil pode virar um problemão.

A nova lei reforça a importância de regras mais claras sobre obrigações e relação contratual.

Exemplos:

  • carro usado para app declarado como “uso particular”
  • endereço errado no seguro residencial
  • empresa mudou atividade e não atualizou o risco

✅ Dica: revise tudo antes de pagar.

8) Entenda como funciona o sinistro (antes de precisar)

O consumidor deve saber:

  • como abrir o sinistro
  • documentos exigidos
  • onde acompanhar
  • prazo médio de resposta
  • o que fazer se houver negativa

A lei trata de regras e organização dos processos de sinistro e indenização, trazendo mais previsibilidade ao setor.

✅ Pergunta essencial:
“Se acontecer hoje, qual é o primeiro passo?”

9) Compare propostas além do preço (sem cair em cilada)

Quando receber cotações, compare esses pontos:

  • cobertura principal é igual?
  • franquia muda muito?
  • limites e capitais são equivalentes?
  • assistências são parecidas?
  • exclusões mudam bastante?

✅ Seguro barato pode ser ótimo…
mas só se entregar o que você espera.

 

Checklist final pronto (copie e cole)

Antes de contratar um seguro, revise:

✅ Objetivo e risco real
✅ Cobertura principal
✅ Exclusões (o que não cobre)
✅ Limites de indenização
✅ Franquia
✅ Carência (se houver)
✅ Perfil e informações declaradas
✅ Como funciona o sinistro
✅ Comparação entre propostas (não só preço)

📌 Só isso já reduz muito chance de contratar errado.

 

Conclusão

A Nova Lei do Contrato de Seguro (Lei 15.040/2024) é um avanço importante para tornar contratos e procedimentos mais claros.

Mas o seguro continua sendo um contrato: se o consumidor não entende o que está contratando, o risco de frustração aumenta.

Se você quer contratar com segurança, comece pelo checklist — e não apenas pelo preço.

Para mais conteúdos acesse nossas redes socais @pulsocorretoradeseguros

Bruno Saraiva

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Bruno Saraiva

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